O que começa como uma tentativa boba de provocar ciúmes rapidamente se transforma em um caos emocional difícil de controlar. Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor, que chegou em 3 de abril de 2026 à Max, aposta em uma premissa provocativa para capturar a atenção: uma noite impulsiva entre três desconhecidos termina com duas gravidezes e uma avalanche de decisões que ninguém estava preparado para enfrentar.
O filme acompanha Connor, interpretado por Jonah Hauer-King, um jovem preso em um relacionamento indefinido com Olivia (Zoey Deutch), por quem nutre sentimentos mais profundos do que gostaria de admitir. Incentivado pelo amigo Greg (Jaboukie Young-White), ele tenta provocar ciúmes ao se aproximar de Jenny (Ruby Cruz), uma desconhecida em um bar. O plano funciona até demais, mas o que parecia um jogo emocional logo foge completamente do controle. Confira trailer:
Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor traz uma fantasia que sai do controle: quando o improviso vira consequência real
A grande força do filme está justamente na virada inesperada de sua premissa. O que começa com leveza e até um certo humor constrangedor rapidamente ganha peso quando as consequências daquela noite começam a aparecer. A decisão de transformar um momento impulsivo em um conflito duradouro funciona como motor da narrativa, obrigando os personagens a confrontarem não apenas suas escolhas, mas também suas próprias inseguranças.
Esse contraste entre o tom inicial e o desenvolvimento posterior cria uma dinâmica interessante. A leveza dá lugar a diálogos mais tensos, e o que antes parecia apenas uma comédia romântica comum passa a explorar temas como responsabilidade, maturidade e os limites das relações modernas.
Ao mesmo tempo, o roteiro nem sempre encontra o equilíbrio ideal. Em alguns momentos, a trama parece abraçar o absurdo sem explorar completamente suas consequências emocionais, o que pode gerar uma sensação de superficialidade em determinados conflitos.
Zoey Deutch segura o caos — mas o trio não encontra equilíbrio
Dentro desse cenário caótico, Zoey Deutch se destaca como o principal ponto de sustentação emocional do filme. Conhecida por trabalhos como Zumbilândia: Atire Duas Vezes e Set It Up, a atriz entrega uma performance que equilibra vulnerabilidade e intensidade, tornando Olivia uma personagem que vai além do arquétipo romântico tradicional.
Jonah Hauer-King, visto em produções como A Pequena Sereia, constrói um Connor que oscila entre indecisão e tentativa de amadurecimento, mas nem sempre consegue sustentar o peso dramático que a história exige. Já Ruby Cruz, de Willow, traz uma energia mais espontânea para Jenny, funcionando como elemento de desequilíbrio dentro do trio.
O problema é que, apesar do potencial, a química entre os três nem sempre acompanha a complexidade da situação. O filme propõe um triângulo emocional intenso, mas em vários momentos essa dinâmica parece mais conceitual do que realmente vivida, o que reduz o impacto de algumas decisões importantes.
Ainda assim, há mérito na tentativa de fugir do romance tradicional. O longa busca explorar relações fora do padrão, questionando expectativas e mostrando que nem sempre existe um caminho claro quando sentimentos, desejo e responsabilidade entram em conflito.

Veredito: ideia ousada, execução irregular
Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor chama atenção pela coragem de partir de uma premissa provocativa e levar a história para um terreno mais emocional, mas nem sempre consegue equilibrar o tom entre comédia e drama.
O resultado é um filme que tem momentos interessantes e performances sólidas, especialmente de Zoey Deutch, mas que poderia ir mais fundo nas consequências do próprio caos que cria.
Nota: 7,5/10 — Vale pela proposta diferente e pelas atuações, mas pode deixar a sensação de que tinha potencial para ser mais impactante.
Comédia dramática com premissa ousada e boas atuações, mas que não explora totalmente o impacto emocional de suas próprias consequências.
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