Uma conversa informal entre Margot Robbie e Emerald Fennell revelou o tamanho da ambição por trás da nova adaptação de Wuthering Heights. Segundo a atriz e produtora, a diretora sonha em transformar o clássico de Emily Brontë em um fenômeno romântico do porte de Titanic.
Previsto para 13 de fevereiro de 2026, o longa já desperta curiosidade — e controvérsia — antes mesmo de chegar às telonas. Do tom “provocante” mostrado no trailer às escolhas de elenco, a produção promete sacudir o público apaixonado por filmes de época e acender debates acalorados entre fãs da obra original.
Meta declarada: um romance épico para marcar época
Durante entrevista à edição mais recente da British Vogue, Margot Robbie contou ter perguntado a Emerald Fennell qual seria o resultado ideal para o projeto. A resposta foi direta: “Quero que essa adaptação de Wuthering Heights seja o Titanic desta geração”. A diretora lembrou que assistiu a Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann, oito vezes no cinema e chorou ao não conseguir ver pela nona vez.
Robbie, que interpreta Catherine Earnshaw e assina a produção pelo selo LuckyChap, acrescentou que espera resgatar o charme dos grandes romances de bilheteria. Ela citou clássicos como Diário de uma Paixão e O Paciente Inglês como referências de impacto emocional e apelo popular que a adaptação de Wuthering Heights pode alcançar.
Trailer divide opiniões com cenas mais “ousadas”
O primeiro vídeo promocional chegou às redes destacando a atmosfera gótica do romance, mas também trouxe sequências consideradas sexualizadas demais por parte do público. Fennell defende que nada foi inserido gratuitamente: “Há sensualidade, mas a essência continua romântica”.
Margot Robbie reforçou essa visão. Para ela, quem espera um conteúdo puramente “raunchy” pode se surpreender: “É provocativo, claro, porém o foco é a paixão arrebatadora. Discutimos o que realmente soa sexy para nós, mulheres na casa dos 30. Nem sempre é uma pose ou camisa arrancada; muitas vezes, é um olhar, um toque”.
Controvérsia no elenco: idade de Robbie e “branqueamento” de Heathcliff
Além do tom, a escolha dos protagonistas alimenta debates acalorados. Críticos alegam que Margot Robbie, hoje com 34 anos, estaria “velha” para viver Cathy, retratada como mais jovem no livro. A atriz não comentou diretamente a crítica, mas Fennell já afirmou que buscou “intensidade e química” acima de números.
O ponto mais sensível, contudo, gira em torno de Heathcliff. Na obra original, o personagem é descrito como alguém de etnia indefinida, muitas vezes associado a origens não brancas. A decisão de escalar Jacob Elordi, australiano de ascendência europeia, gerou acusações de branqueamento. Fennell reagiu dizendo que o ator “entendeu a escuridão e a dor de Heathcliff de forma única”.
Quem é quem na adaptação de Wuthering Heights
Elenco principal
• Margot Robbie – Catherine Earnshaw
• Jacob Elordi – Heathcliff
• Hong Chau – Nelly Dean
• Alison Oliver – Isabella Linton
• Martin Clunes, Ewan Mitchell e Shazad Latif completam o elenco em papéis ainda não detalhados.
Equipe criativa
• Direção e roteiro: Emerald Fennell
• Produção: LuckyChap (Margot Robbie), entre outros nomes
Imagem: Imagem: Divulgação
Sinopse: amor, vingança e os ventos dos charnecos
Publicado em 1847, o romance de Emily Brontë acompanha a relação tempestuosa entre Cathy e Heathcliff. Órfão acolhido pela família Earnshaw, ele cresce nutrindo amor e ressentimento em igual medida. Sob o cenário áspero dos charnecos de West Yorkshire, a história aborda temas como obsessão, classe social e destino.
A adaptação de Wuthering Heights de Emerald Fennell pretende manter essa essência gótica, mas apostará em ritmo cinematográfico moderno. A duração e a classificação indicativa ainda não foram divulgadas, mas a produção foi descrita como “drama, romance” nos materiais oficiais.
Robbie retorna após revés de bilheteria; Elordi vive bom momento
Wuthering Heights será o primeiro filme de Margot Robbie a chegar aos cinemas depois do fracasso comercial A Big Bold Beautiful Journey. Apesar disso, a atriz segue com prestígio em alta após Barbie e encara o novo longa como oportunidade de reafirmar sua versatilidade. Já Jacob Elordi pode desembarcar no projeto embalado por uma possível indicação ao Oscar de 2026 por seu papel em Frankenstein, dirigido por Guillermo del Toro.
Para Emerald Fennell, o lançamento representa outro passo decisivo após Promising Young Woman e o recente Saltburn. A cineasta venceu o Oscar de roteiro original em 2021 e agora assume uma obra literária adorada, sabendo que comparações serão inevitáveis.
Expectativa de bilheteria e o desafio de virar “o novo Titanic”
Lançado em 1997, Titanic arrecadou mais de US$ 2 bilhões e ganhou 11 Oscars, tornando-se referência absoluta quando se fala em romances épicos no cinema. Fazer da adaptação de Wuthering Heights algo semelhante, em escala de impacto cultural, exige superfazer críticas, atrair novos públicos e, principalmente, criar uma experiência memorável na sala escura.
Especialistas em mercado cinematográfico veem chances na data estratégica: 13 de fevereiro de 2026, próxima ao Dia dos Namorados nos Estados Unidos. Filmes românticos costumam performar bem nesse período, mas a concorrência ainda é incerta. Notícias sobre orçamento não foram divulgadas, mas fontes ligadas à produção sugerem que se trata de um investimento “robusto”.
Adaptação de Wuthering Heights é aposta de 365 Filmes para o calendário de 2026
Para o site 365 Filmes, que acompanha de perto lançamentos e tendências, a adaptação de Wuthering Heights desponta como um dos títulos mais aguardados do calendário. Entre curiosos, amantes de dramas de época e fãs da literatura gótica, a conversa gira em torno de uma pergunta: será possível conciliar fidelidade ao texto de Emily Brontë com a visão ousada de Emerald Fennell?
Até a estreia, resta acompanhar novos trailers, fotos oficiais e, claro, a resposta do público às primeiras sessões de teste. Por enquanto, Fennell e Robbie mantêm a promessa: entregar um romance épico que fale à geração atual sem perder a potência emocional que fez Titanic atravessar décadas.
