Nunca foi tão trabalhoso habitar o pós-vida quanto em Eternity, fantasia romântica da A24 que chegou aos cinemas em 26 de novembro de 2025. Elizabeth Olsen, protagonista da história, precisou viver várias versões de si mesma num só dia de gravação e acabou cravando um recorde de trocas de cabelo e maquiagem no set.
O longa, que já conta com 76% de aprovação da crítica e 91% do público no Rotten Tomatoes, mistura comédia, romance e uma dose generosa de ficção especulativa. Dirigido e coescrito por David Freyne, Eternity acompanha Joan, mulher que morre e chega a uma central de escolhas de eternidades, onde precisa decidir com qual dos dois maridos falecidos quer passar o resto da existência.
O universo retrofuturista de Eternity foi pensado como um “museu de dioramas”
Para materializar o lugar chamado The Junction, Freyne mirou em uma estética brutalista combinada a elementos de bastidores de cinema. Segundo ele, a meta era simular a sensação de mergulhar em lembranças, como se as memórias de Joan fossem exposições minimalistas em um museu natural.
O diretor descreve o túnel de trem que leva as almas ao local como um “condutor” que permite reviver momentos passados num palco teatral. Esse cenário serve de pano de fundo para a sequência em que Olsen vê diferentes versões de si mesma – todas registradas em apenas um dia de filmagem. Foi aí que a atriz precisou passar por um número inédito de transformações de visual, feito que rendeu elogios da equipe de maquiagem.
Planilhas, slogans e detalhes minuciosos
Freyne contou que construiu uma planilha com nomes e slogans de eternidades alternativas, incluindo até textos de comerciais exibidos em monitores dentro do filme. Esse material, entregue ao departamento de arte, resultou em cabines, outdoors e pequenos objetos que reforçam a burocracia da vida após a morte vista em Eternity.
Regras rígidas e burocracia movem o drama do filme Eternity
Durante a escrita, Freyne definiu que as almas teriam apenas sete dias para escolher o destino final, criando um relógio dramático para Joan. Há também uma hierarquia: quem optar por permanecer em The Junction precisa arranjar emprego. Luke, interpretado por Callum Turner, trabalha como bartender e pode ser promovido ou rebaixado, decisão que acrescenta humor e tensão ao roteiro.
Essas limitações ajudam a justificar as motivações de cada personagem. Para o público de 365 Filmes, isso significa acompanhar uma trama de escolha afetiva, mas cercada por procedimentos quase administrativos – um diferencial interessante dentro do gênero.
Triângulo amoroso ganha camadas com interação entre os maridos
Freyne fez questão de colocar Luke e Larry (Miles Teller) em cena juntos, desenvolvendo uma relação de camaradagem que vai além da rivalidade pelo afeto de Joan. O diretor acredita que essa química justifica o amor que a protagonista sente pelos dois homens e aprofunda o conflito central.
Elizabeth Olsen: nuances de postura, voz e até jeito de ajeitar o cabelo
Em Eternity, a atriz vive Joan aos 75 anos no corpo de 34, alternando comportamento conforme o parceiro em cena. Com Luke, ela resgata a timidez da juventude; com Larry, exibe a intimidade de um casamento de 65 anos, marcada por pequenas alfinetadas como a piada sobre pretzels.
Imagem: Imagem: Divulgação
Olsen modulou o tom de voz, ajustou a postura e até mudou a forma de caminhar para destacar essas diferenças. Freyne diz que conversou longamente com a estrela sobre como alguém mais velho se moveria numa aparência mais jovem, atenção que transparece no resultado final.
Recorde de caracterização em um único dia
A cena do túnel exigiu que a equipe de beleza criasse múltiplos looks – de cabelos curtos cacheados a penteados longos e lisos – representando décadas distintas da vida de Joan. De acordo com o diretor, foi “um feito extraordinário” completar todas as mudanças em poucas horas, algo inédito na carreira de Olsen.
Miles Teller e Callum Turner comentam evolução das comédias românticas
Para Teller, que começou a carreira em títulos como That Awkward Moment, o filme Eternity segue uma linha de comédia romântica mais voltada ao desenvolvimento de personagem do que à busca por gargalhadas fáceis. Ele valoriza a sinceridade do roteiro e o arco emocional consistente.
Turner, por sua vez, destaca a importância de Luke ser um bom ouvinte – qualidade essencial tanto para o personagem quanto para quem trabalha atrás de um balcão de bar em The Junction. Ele brinca que, após 67 anos esperando Joan, qualquer detalhe captado numa conversa ganha peso.
Recepção calorosa confirma o apelo do filme Eternity
Desde a première mundial no Festival de Toronto, em setembro de 2025, Eternity vem colecionando elogios pela mistura de romance e fantasia. A proposta de explorar um pós-vida burocrático, somada às atuações de Olsen, Teller e Turner, rende ao longa 76% de aprovação crítica e 91% de avaliação positiva do público.
Com classificação indicativa PG-13 e duração de 112 minutos, Eternity se firma como mais um sucesso da A24, estúdio que já marcou presença em outros triângulos amorosos este ano. Para quem busca uma história de amor fora do convencional, o filme oferece humor, emoção e um olhar criativo sobre a eternidade.
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