A temporada cinematográfica de 2025 para o Universo Marvel parecia variada: um novo Capitão América, a estreia dos Thunderbolts nos cinemas e, ainda, a chegada do Quarteto Fantástico.
Apesar das diferenças de tom e escala, dois desses longas terminaram de forma idêntica, chamando atenção dos fãs e levantando questionamentos sobre a criatividade dos roteiros.
Em Captain America: Brave New World e Thunderbolts, os protagonistas colocam fim ao conflito conversando com seus antagonistas, solução que se repete e evidencia uma tendência no MCU.
A seguir, entenda como cada produção chegou ao mesmo recurso narrativo e por que isso tem incomodado parte do público.
Como Brave New World resolve o confronto com o Red Hulk
No longa que marca a primeira missão solo de Sam Wilson como Capitão América, o herói precisa enfrentar Thaddeus Ross, agora transformado no Red Hulk. Manipulado pelo vilão Pensador, Ross perde o controle ao longo da trama.
No clímax, Sam não recorre a golpes ou armas especiais. Em vez disso, relembra Ross de sua filha, usa palavras de apoio e consegue que ele recupere a lucidez, revertendo a forma monstruosa. O embate físico dá lugar a um apelo emocional, encerrando a ameaça sem destruição em massa.
A mesma estratégia reaparece em Thunderbolts
Lançado alguns meses depois, Thunderbolts reúne anti-heróis como Yelena Belova, Bucky Barnes e outros nomes já conhecidos do MCU. O grupo encara The Void, entidade que controla o corpo de Bob Reynolds e ameaça devastar Nova York.
Assim como Sam, Yelena vence usando a fala. Ela atravessa a dimensão sombria, alcança Bob e o ajuda a retomar o próprio corpo. Quando o ex-herói recupera a consciência, o perigo some. Mais uma vez, o diálogo substitui uma batalha convencional.
Repetição reforça problema antigo com vilões no MCU
A escolha por “falar” em vez de “lutar” não é inédita. Em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, a Feiticeira Escarlate desiste do plano apenas ao perceber a dor de seus filhos em outra realidade. Na série Secret Invasion, G’iah obtém poderes de diversos heróis e torna-se praticamente invencível, o que gerou críticas semelhantes.
O padrão expõe um dilema: quanto mais fortes os antagonistas, mais difícil fica criar um confronto físico convincente. A solução tem sido fazê-los ceder por razões sentimentais, recurso que, usado repetidamente, perde impacto.
Imagem: Imagem: Divulgação
Diferenças de tom não escondem o mesmo desfecho
Brave New World aposta em thriller político, focando na confiança de Sam como novo símbolo dos Estados Unidos. Já Thunderbolts traz humor ácido e tensão entre integrantes de um time improvável. Mesmo com atmosferas distintas, ambos entregam finais semelhantes.
Para parte da audiência, a duplicação reduz a surpresa e a carga dramática. Enquanto o arco de Yelena e Bob dialoga com a ideia de redenção — tema explorado durante todo o filme —, a conversão instantânea do Red Hulk soa apressada para alguns espectadores.
Detalhes dos lançamentos de 2025
Captain America: Brave New World
• Estreia: 14 de fevereiro de 2025
• Duração: 118 minutos
• Elenco principal: Anthony Mackie (Sam Wilson), Harrison Ford (Thaddeus Ross), Tim Blake Nelson (Samuel Sterns).
• Direção: Julius Onah.
Thunderbolts
• Estreia: 2 de maio de 2025
• Duração: 127 minutos
• Elenco principal: Florence Pugh (Yelena Belova), Sebastian Stan (Bucky Barnes).
• Direção: Jake Schreier.
O que vem depois para os filmes da Marvel em 2025
O calendário da Marvel encerrou 2025 com The Fantastic Four: First Steps, onde a equipe protege o bebê Franklin Richards contra Galactus. Nesse caso, o confronto é físico, oferecendo variação ao espectador.
Em 2026, a agenda inclui Spider-Man: Brand New Day e Avengers: Doomsday com a estreia do Doutor Destino. A expectativa é que novos antagonistas apresentem desafios menos dependentes de “conversas finais”.
No site 365 Filmes, os fãs podem acompanhar de perto cada atualização sobre os filmes da Marvel em 2025, trailers e bastidores dos próximos lançamentos.
Até lá, Brave New World e Thunderbolts permanecem como exemplos de que, mesmo em universos de super-poderes, uma boa conversa pode resolver tudo — pelo menos nas telas.
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