A A24 voltou a aquecer o noticiário de Hollywood ao arrematar, por uma soma de sete dígitos, o novo thriller erótico do roteirista britânico Dylan Brady. O projeto, vendido como “Discretion” durante a negociação, ainda terá o título alterado, mas já atraiu a atenção de estrelas de primeira linha — Nicole Kidman à frente delas.
Com a vitória na disputa contra gigantes como Netflix, Amazon e Apple, o estúdio consolida o seu apetite por narrativas adultas e provocativas, tendência que reacendeu a popularidade do gênero nos últimos anos. Para o público que acompanha tudo aqui no 365 Filmes, a movimentação sinaliza mais um lançamento potencialmente marcante vindo da grife independente.
Visão geral da disputa e do projeto
A guerra de lances começou em silêncio e cresceu rápido: nove propostas formais chegaram à mesa dos representantes de Brady em questão de dias. A premissa, centrada no jovem ator Jacob que aceita trabalhar como babá para um casal poderoso do cinema, despertou curiosidade imediata entre executivos, sobretudo por dialogar com clássicos como “Atração Fatal” e “De Olhos Bem Fechados”.
No papel, Jacob parece disposto a seduzir os patrões para ganhar espaço na indústria, mas acaba enredado em um jogo de poder que vira o tabuleiro ao contrário. A24 enxergou potencial para subverter clichês do thriller erótico ao trazer um protagonista queer e questionar o modelo do “casamento a ser preservado” que domina o gênero desde os anos 1980.
Roteiro e intenções criativas
Dylan Brady, ainda pouco conhecido do grande público, vem do teatro londrino e escreveu o roteiro sem encomenda, confiando apenas na força de uma história inspirada numa situação vivida por um amigo. Ele descreveu o texto como um cruzamento entre jogos psicológicos e o glamour decadente dos bastidores de Hollywood, temperado por tensão sexual constante.
A abordagem visa atualizar o thriller erótico para 2025, invertendo papéis morais e dando centralidade a um olhar queer. Esse recorte amplia o debate em torno de relacionamentos de fachada e da corrosão que fama e dinheiro provocam na intimidade. A24 pretende fazer pequenos ajustes estruturais — mudança de título, polimento de diálogos e revisão de ritmo —, mas a espinha dorsal permanece intacta.
Nicole Kidman e possíveis colegas de elenco
Nicole Kidman, vencedora da Volpi Cup por “Babygirl” (2024), é o nome mais forte em negociação para liderar o elenco. Caso feche contrato, será a segunda colaboração consecutiva dela com a A24, reforçando a imagem da atriz como nova referência do gênero. Em “Babygirl”, Kidman já havia explorado camadas de desejo e ambiguidade moral, elementos que devem retornar com peso aqui.
Imagem: Imagem: Divulgação
Além de Kidman, a produtora conversa com outros A-listers para compor o triângulo principal. Nomes ainda não revelados circulam nos bastidores, mas a ideia é equilibrar veteranos respeitados e talentos emergentes, estratégia que a A24 costuma aplicar. Rumores apontam interesse em atores britânicos da mesma geração de Kidman para agregar contraste cultural, semelhante ao que se viu em franquias que apostam na nostalgia, como “Scream 7”.
Planejamento de produção e expectativas
Com o cheque assinado, a A24 inicia agora a fase de desenvolvimento: contratação de diretor, montagem de equipe de produção e refinamento do cronograma. Fontes próximas ao estúdio indicam que as filmagens devem começar no primeiro semestre de 2025, caso o elenco seja definido até o último trimestre deste ano.
A aposta é lançar o longa numa janela que maximize repercussão de festivais, possivelmente Veneza ou Toronto, onde a combinação de erotismo sofisticado e interpretações intensas costuma encontrar plateia receptiva. O estúdio também vislumbra campanha de premiação, repetindo a estratégia bem-sucedida de títulos recentes. A movimentação lembra o entusiasmo visto no anúncio de crossovers do MCU, como o trailer de “Avengers: Doomsday”, mesmo operando em escala bem menor.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem acompanha o boom de thrillers eróticos revigorados por estética contemporânea, o projeto da A24 promete unir narrativa afiada, elenco de peso e discussão de gênero sob nova ótica. A presença de Nicole Kidman, caso confirmada, adiciona selo de qualidade, e o roteiro de Dylan Brady surge como oportunidade de refrescar convenções datadas. Mesmo sem data de estreia, o filme já se posiciona como uma das produções adultas mais observadas da próxima temporada.
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