A sequência cinematográfica de Wicked chegou aos cinemas carregada de expectativas e, em seu momento derradeiro, entregou uma imagem que deixou muita gente se perguntando qual era o real sentido por trás de tanto mistério.
Estamos falando do deserto para onde Elphaba e Fiyero caminham ao final de Wicked: For Good. Agora, o diretor Jon M. Chu resolveu detalhar o conceito dessa paisagem aparentemente árida, mas cheia de significado.
Por que o deserto de Wicked: For Good é importante?
Jon M. Chu explicou, em entrevista à Entertainment Weekly, que existiam várias versões dessa cena. Algumas mostravam um cenário bastante sombrio, remetendo ao medo e à incerteza. Contudo, a equipe optou por transformar o local em um espaço de “possibilidade”. O diretor ressalta que ninguém havia explorado aquele horizonte por receio, e era exatamente esse medo que ele queria superar.
Para enfatizar o tom otimista, Chu pediu que a fotografia incluísse “brilhos na areia”, reforçando a ideia de que o caminho pode ser luminoso mesmo sem referências visíveis ao longe. Assim, o deserto deixa de ser um ponto final trágico e passa a representar novas portas se abrindo para Elphaba e Fiyero.
Referência direta a L. Frank Baum
A inspiração inicial de Chu veio do Deadly Desert, descrito nos livros de L. Frank Baum, criador de O Mágico de Oz. Nas páginas, esse ambiente é citado como inóspito e mortal. Isso justificaria a primeira solução “escura e assustadora” considerada pela produção. No entanto, Chu preferiu inverter a lógica e mostrar que até um espaço tido como perigoso pode guardar esperança.
Detalhes da bilheteria e da produção
Mesmo recém-lançado, Wicked: For Good já registra números impressionantes. Somente nas pré-estreias de quinta-feira nos Estados Unidos, a fantasia musical arrecadou US$ 30,8 milhões. Em um outono com ritmo mais lento nos cinemas, o valor representa a melhor prévia da temporada e o maior resultado de 2025 até o momento.
Com classificação indicativa PG e 137 minutos de duração, o filme dá continuidade ao enredo do musical da Broadway. A estreia mundial aconteceu em 21 de novembro de 2025, fortalecendo a agenda de grandes lançamentos do fim do ano.
Elenco estrelado
- Cynthia Erivo – Elphaba
- Ariana Grande-Butera – Glinda
- Michelle Yeoh – Madame Morrible
- Ethan Slater – Boq
- Jeff Goldblum – Mágico de Oz
- Jonathan Bailey – Fiyero
O roteiro é assinado por Winnie Holzman, Dana Fox e Gregory Maguire, criador do romance original que serviu de base para o musical. A direção de arte trabalhou intensamente para equilibrar a grandiosidade dos palcos com a escala épica que o cinema permite.
A mudança de tom escolhida por Jon M. Chu
Segundo o diretor, a ideia inicial de mostrar o deserto como “andar diretamente em direção aos seus medos” foi reconsiderada durante o processo criativo. A equipe percebeu que, para fechar a história com coerência emocional, faria sentido oferecer um respiro de esperança aos protagonistas. Afinal, mesmo que Glinda não saiba que Elphaba sobreviveu, o público precisava sentir que ainda existe futuro para aquele casal.
Ao transformar o deserto em espaço de “possibilidade”, Chu também atende a um público que, tradicionalmente, vê Wicked como um conto de superação. Dessa forma, a última cena reflete a jornada de crescimento dos personagens, em vez de encerrar tudo com sombra e incerteza.
Imagem: Imagem: Divulgação
Impacto no cânone de Oz
Vale lembrar que, no filme original de 1939, o Deadly Desert não aparece fisicamente; ele é apenas mencionado em outras obras do universo de Oz. Portanto, Chu tinha liberdade para decidir como representá-lo visualmente. A opção por um cenário mais claro e repleto de minúsculos brilhos na areia reforça o contraste entre o medo conhecido e a esperança invisível.
Como a decisão afeta a narrativa da franquia
Na prática, o novo significado do deserto evita um final melancólico. Elphaba permanece viva, Fiyero passa por mudanças definitivas, e Glinda acredita ter perdido a amiga. Ao invés de sublinhar a perda, a imagem sugere que “ser transformado para sempre” não é sinônimo de isolamento ou derrota. Existe um horizonte inteiro a ser explorado, e ele pode ser mais convidativo do que se imagina.
Para os fãs de longa data, esse ajuste funciona como um lembrete de que a saga pode seguir caminhos inovadores sem abandonar suas raízes. O próprio Chu comentou que “ninguém explorou aquele horizonte”, incentivando o público a imaginar o que ainda pode surgir.
Recepção inicial do público
Os primeiros espectadores parecem ter abraçado a proposta. Nas redes sociais, multiplicam-se comentários que celebram a escolha estética e o teor esperançoso do desfecho. Entre elogios à trilha sonora e ao desempenho de Ariana Grande e Cynthia Erivo, o deserto luminoso virou tema recorrente de discussão.
O papel de Wicked: For Good no calendário de blockbusters
Com a melhor prévia de bilheteria do ano e um elenco repleto de nomes populares, Wicked: For Good se consolida como um dos principais eventos cinematográficos de 2025. A produção da Universal Pictures aproveita o legado do musical da Broadway, mas faz ajustes que só o cinema permite — o deserto “vivo” é um exemplo claro.
Para quem acompanha o 365 Filmes, a expectativa é que o longa continue firme nas bilheterias nas próximas semanas, impulsionado pelo boca a boca e pelas entrevistas reveladoras de Jon M. Chu.
Próximos passos da franquia
Ainda não há confirmação oficial sobre novos capítulos, mas o final aberto alimenta teorias sobre possíveis spin-offs ou sequências. Enquanto isso, a discussão sobre o deserto e seu significado deve continuar movimentando fóruns, redes sociais e rodas de fãs.
Resta agora acompanhar a performance de Wicked: For Good nas próximas semanas e ver se o “horizonte de possibilidades” vislumbrado por Elphaba e Fiyero alcançará o mesmo brilho nos números do box office global.
