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    Como “How to Train Your Dragon” virou a única franquia de fantasia sem filme ruim

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimnovembro 15, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Produzir fantasia de qualidade no cinema nunca foi tarefa simples. Misturar magia, espadas e emoção pede equilíbrio fino para não cair no clichê. Poucas obras conseguem fazer isso uma vez; manter a excelência em três longas beira o impossível.

    Contra todas as previsões, a série “How to Train Your Dragon” conseguiu. A animação da DreamWorks iniciou em 2010, ganhou duas continuações e, mesmo com um remake em live-action a caminho, sustenta a honra de não ter um filme considerado ruim.

    A façanha da trilogia original

    Lançado em 2010, “How to Train Your Dragon” adaptou com liberdade os livros de Cressida Cowell e alcançou aprovação de 99 % da crítica no Rotten Tomatoes, além de 91 % do público. O enredo apresenta Soluço e o dragão Banguela em uma jornada que agrada crianças e adultos, diferenciando-se do estilo Disney e Pixar da época.

    A DreamWorks vivia fase positiva com títulos como “Megamente” e “Kung Fu Panda”. Mesmo assim, o estúdio costumava derrapar em sequências, vide “Shrek”. Por isso, muitos duvidaram que a história dos vikings pudesse render mais sem perder frescor.

    “How to Train Your Dragon 2” superou o ceticismo

    Chegando aos cinemas em 2014, a continuação registrou 92 % de aprovação dos especialistas e 90 % do público. O diretor Dean DeBlois ampliou o foco na família de Soluço e explorou a nova parceria entre Berk e os dragões. O resultado manteve a emoção, aumentou o escopo e evitou repetir a fórmula.

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    Além do crescimento dos personagens, o longa trouxe um antagonista mais ameaçador e um clímax visualmente impactante. Ainda assim, não sacrificou o elemento central da franquia: amizade e amadurecimento.

    Conclusão impecável em “The Hidden World”

    Quatro anos depois, 2018 encerraria a saga animada com “How to Train Your Dragon: The Hidden World”. Mesmo concentrado nos dragões, o filme anotou 90 % de aprovação dos críticos e 87 % dos espectadores, números que consolidaram a trilogia como a mais estável do gênero.

    A despedida mostrou Banguela buscando seu lugar entre os próprios, enquanto Soluço entendia o peso de crescer e liderar. O final agridoce emocionou plateias e fechou a narrativa de forma redonda, algo raro em séries tão longas.

    Notas oficiais da franquia

    Confira o desempenho no Rotten Tomatoes:

    • How to Train Your Dragon (2010): 99 % crítica / 91 % público
    • How to Train Your Dragon 2 (2014): 92 % crítica / 90 % público
    • How to Train Your Dragon: The Hidden World (2018): 90 % crítica / 87 % público
    • How to Train Your Dragon (live-action, previsto para 2025): 77 % crítica / 97 % público (projeção inicial)

    O remake em live-action: risco calculado

    Anunciado para 2025, o novo “How to Train Your Dragon” traz o próprio Dean DeBlois de volta e Gerard Butler revivendo Stoico. Embora ainda sem estreia, as primeiras avaliações indicam 77 % de aprovação entre críticos que assistiram a cortes preliminares e 97 % do público-teste.

    O principal desafio é justificar a existência tão perto do último filme animado. Até agora, a produção segue fiel ao material original, o que desperta questionamentos sobre novidade, mas não compromete a qualidade percebida.

    Outras franquias tropeçaram pelo caminho

    Para entender por que “How to Train Your Dragon” chama atenção, basta lembrar as quedas de gigantes do cinema fantástico. “O Senhor dos Anéis” é celebrado, porém a trilogia “O Hobbit” recebeu avaliações mais baixas, especialmente “A Batalha dos Cinco Exércitos”, com 59 %.

    Como “How to Train Your Dragon” virou a única franquia de fantasia sem filme ruim - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Harry Potter manteve constância até 2011, porém o derivado “Animais Fantásticos” amargou 36 % no segundo filme e 46 % no terceiro. “Piratas do Caribe” perdeu fôlego após o segundo longa, e “Shrek” deslizou a partir do terceiro. Nenhuma delas sustenta médias tão altas em todas as entradas quanto a saga dos dragões.

    Por que essa consistência parece inalcançável?

    Franquias de fantasia dependem de mundos vastos e conflitos épicos, o que leva a roteiros longos e orçamentos elevados. Conforme as continuações surgem, aumenta a pressão por novidades sem trair o espírito original. Poucos roteiristas conseguem manter o equilíbrio.

    No caso de “How to Train Your Dragon”, a presença constante de Dean DeBlois na direção e no roteiro foi determinante. Ele estabeleceu arcos claros para Soluço e Banguela, garantindo que cada capítulo tivesse começo, meio e fim próprios, mas contribuísse para a conclusão maior.

    Legado nos cinemas e além

    Mesmo que o live-action não repita a magia da animação, dificilmente arranhará o legado da trilogia. A franquia já figura em listas de melhores filmes de fantasia e inspira séries, jogos e brinquedos, ampliando o universo para novos públicos.

    Para quem acompanha 365 Filmes, vale ficar de olho nas próximas prévias e trailers. Se a equipe mantiver o padrão, a produção pode até reforçar o status da saga como fenômeno raro em Hollywood.

    Resumo rápido para quem chegou agora

    O que faz “How to Train Your Dragon” ser única?

    Três filmes, três grandes notas e narrativa coerente do início ao fim.

    Quando estreia o remake?

    A versão em live-action tem lançamento previsto para 2025.

    Outras franquias conseguiram o mesmo?

    Até o momento, nenhuma série de fantasia com pelo menos três filmes manteve padrão tão alto em todas as suas entradas.

    E, pelo visto, Soluço e Banguela continuam voando alto, provando que, às vezes, basta um pouco de fogo e coração para driblar a maldição das continuações.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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