Kitty Song Covey não é mais a garota que achava que sabia tudo sobre amor. Na terceira temporada de Com Carinho, Kitty, já disponível na Netflix, a personagem entra de vez em um território onde nada é simples, e cada escolha emocional tem peso real dentro de um cenário que mistura romance, insegurança e um caos que não dá mais para evitar.
Lançada originalmente em 2023 e com nota 6,5 no IMDb, a série criada por Jenny Han abandona parte da leveza dos primeiros episódios para mergulhar em conflitos mais intensos, especialmente agora que Kitty enfrenta seu último ano na escola internacional de Seul, onde tudo parece acontecer ao mesmo tempo. Confira trailer:
O último ano vira um campo minado emocional
Se antes a história funcionava com romances leves e situações quase idealizadas, a nova temporada muda completamente o tom ao colocar a protagonista diante de decisões que não têm volta, o que transforma o ambiente escolar em um verdadeiro campo minado emocional onde amizades, sentimentos e planos entram em choque.
A showrunner Valentina Garza já havia antecipado que essa seria a fase mais “bagunçada” da personagem, e isso aparece de forma clara quando Kitty começa a perceber que não consegue mais controlar as situações ao seu redor, especialmente quando suas próprias escolhas começam a afetar diretamente quem está por perto.
O resultado é uma temporada mais intensa, em que o amadurecimento não acontece de forma tranquila, mas sim através de erros, conflitos e momentos desconfortáveis que tiram a personagem da zona de conforto.
Min Ho, Dae e o triângulo que não dá trégua
Se o triângulo entre Kitty, Dae e Min Ho já movimentava a história, a terceira temporada joga esse conflito em outro nível, deixando de lado a indecisão leve para apostar em sentimentos mais confusos e difíceis de resolver, o que aumenta a tensão a cada episódio.
Depois do final da temporada anterior, a relação com Min Ho ganha espaço e coloca os dois em uma situação onde sentimentos não ditos passam a pesar mais do que qualquer diálogo, criando uma dinâmica cheia de hesitação e expectativa que prende o público.
Ao mesmo tempo, Dae continua presente, mantendo o conflito ativo e impedindo qualquer resolução simples, o que transforma o triângulo amoroso no principal motor emocional da temporada, especialmente para quem acompanha a série desde o início e já tem seu “shipp” definido.
Anna Cathcart conduz essa nova fase com uma interpretação que acompanha bem a mudança da personagem, equilibrando momentos mais leves com situações em que Kitty claramente não sabe como lidar com o que sente, o que ajuda a tornar essa versão mais instável também mais interessante.
Ao lado dela, nomes como Choi Min-yeong, Gia Kim, Sang Heon Lee e Anthony Keyvan ajudam a sustentar a dinâmica de grupo, criando relações que funcionam tanto no drama quanto nos momentos mais leves, sem perder o ritmo da história.
A ambientação em Seul continua sendo parte importante dessa identidade, reforçando o clima de dorama que ajudou a série a conquistar fãs e mantendo o contraste cultural que dá personalidade à produção.
O sucesso não é por acaso: vencedora do Kids’ Choice Awards, a série retorna mostrando que amadurecer dentro desse universo é mais complicado — e muito mais caótico — do que parecia no começo.

Veredito: 7.5 – a temporada mais intensa, mais caótica e muito mais envolvente
A terceira temporada de Com Carinho, Kitty acerta ao abandonar parte da leveza inicial e apostar em conflitos mais reais, especialmente ao colocar a protagonista em um momento de transição onde nada é simples e tudo parece fora de controle.
Para quem acompanha a série pelos relacionamentos, o novo ano entrega exatamente o que o público quer, com mais tensão, mais dúvidas e menos respostas fáceis, tornando a experiência mais envolvente do que nas fases anteriores.
No fim, é uma temporada que funciona justamente por abraçar o caos emocional da personagem, mantendo o público que amou as outras duas temporadas de Com Carinho, Kitty preso não pela história perfeita, mas pelas escolhas imperfeitas que movem cada episódio.
Nota 7.5/10 — A temporada mais honesta e bagunçada até aqui.
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