Jack Champion voltou a falar sobre os desafios de Avatar: Fire and Ash, terceiro filme da franquia de James Cameron.
O intérprete de Miles “Spider” Socorro contou que uma sequência gravada em um pântano foi, de longe, a experiência mais “fedorenta” que já viveu em um set.
O relato, dado em entrevista recente, surpreendeu colegas de elenco e atiçou ainda mais a curiosidade dos fãs.
Em produção desde 2017 e com estreia marcada para 19 de dezembro de 2025, Avatar: Fire and Ash promete expandir o universo de Pandora.
Desta vez, a fuga dos protagonistas envolve não só o mar, mas também áreas lamacentas e sombrias.
Segundo Champion, as escolhas de Cameron para tornar tudo realista fizeram o elenco “mergulhar” em água turva e cheia de vegetação natural.
“Foi tão fedido!”: detalhes do set de Avatar: Fire and Ash
Ao relembrar o episódio, Jack Champion disse ter imaginado um lago cenográfico com musgo de plástico e corante verde.
No entanto, a equipe liderada por James Cameron optou por trazer plantas de um pântano verdadeiro e instalá-las em um tanque raso.
“O cheiro era insuportável já no primeiro dia; no quarto, eu sentia que a coisa estava criando raiz dentro de mim”, brincou o ator.
A atriz Bailey Bass, que vive Tsireya, confirmou a história e aproveitou para ressaltar o perfeccionismo do diretor.
“Em um set do Cameron não existe atalho”, comentou, arrancando risos da equipe.
O objetivo era reproduzir a textura, a cor e, sim, o odor de um pântano autêntico para que o elenco reagisse de forma natural diante das câmeras.
Vegetação real e água revolta
Para aumentar a imersão, a produção instalou turbinas no tanque.
Com isso, ondas de até um metro sacudiam a estrutura, simulando correntes perigosas enquanto os personagens fugiam do clã Ash.
A jovem Trinity Jo-Li Bliss, intérprete da caçula Tuk, adorou a experiência: “Parecia que estávamos em alto-mar, subindo e descendo sem parar”.
Desafios físicos continuam após Avatar: The Way of Water
Em Avatar: The Way of Water, o elenco impressionou o mundo ao gravar longas cenas subaquáticas.
Kate Winslet, por exemplo, segurou a respiração por sete minutos, façanha exibida em documentário do Disney+.
Agora, Avatar: Fire and Ash adiciona lama, plantas em decomposição e clima claustrofóbico ao repertório de dificuldades.
Jack Champion explicou que, além do cheiro, a água escura limitava a visão e exigia atenção redobrada dos dublês.
Qualquer deslize poderia causar escoriações nos joelhos ou cortes nos pés.
“A parte boa é que o resultado fica muito convincente na tela”, avaliou.
Treinamento intenso de respiração segue em alta
Mesmo sem passar tanto tempo debaixo d’água quanto no segundo filme, o elenco manteve as sessões diárias de apneia.
O diretor quer liberdade total de movimento durante as tomadas, sem mangueiras de ar atrapalhando o enquadramento.
Dessa vez, o treino incluiu mergulhos em água turva, exigindo confiança cega nos instrutores.
Contexto da cena do pântano em Avatar: Fire and Ash
Na trama, Spider e os irmãos Sully estão fugindo dos Ash, novo grupo antagonista que explora técnicas de fogo.
A travessia pelo pântano marca uma virada emocional para Spider, que encara dilemas familiares e morais após ter salvado o coronel Quaritch.
O cenário úmido e opressivo reforça o peso dessas decisões, apontando para conflitos ainda maiores.
Imagem: Imagem: Divulgação
A produção de Avatar: Fire and Ash dura quase uma década se contarmos os roteiros iniciados em 2013.
O roteiro final reúne James Cameron, Rick Jaffa, Amanda Silver, Josh Friedman e Shane Salerno.
Já a produção executiva continua nas mãos de Jon Landau, parceiro de longa data de Cameron.
Elenco e duração já confirmados
O longa traz de volta Sam Worthington, Zoe Saldana e Sigourney Weaver.
Entre os novatos, Brendan Cowell e outros nomes ainda mantidos em sigilo.
A previsão de duração é de 197 minutos, seguindo a tradição de épicos do cineasta.
Expectativa dos fãs e os bastidores “fedorentos”
Nas redes sociais, o depoimento de Jack Champion viralizou e gerou memes sobre “o pântano mais caro de Hollywood”.
Fãs pedem que a Disney disponibilize um making of detalhado, nos mesmos moldes do documentário Fire & Water.
A curiosidade gira em torno da dimensão do tanque, da logística para trocar a água e do cheiro que tomou conta dos estúdios.
Para o público de 365 Filmes, a revelação mostra que Avatar: Fire and Ash arrisca alto novamente.
Se no passado Cameron revolucionou a captura de movimento subaquática, agora ele quer que até o odor atravesse a tela, ainda que só na imaginação.
Resta esperar dezembro de 2025 para ver se tanto esforço “fedorento” valerá o ingresso.
Data de estreia e classificação
Avatar: Fire and Ash chega aos cinemas em 19 de dezembro de 2025, com classificação indicativa PG-13.
A distribuição permanece com a 20th Century Studios, e versões em 3D e IMAX já estão confirmadas.
Com quase três horas e vinte de duração, a obra pretende amarrar pontas deixadas pelo segundo filme e preparar terreno para Avatar 4.
Enquanto o cheiro do pântano não sai da memória de Jack Champion, seguidores da série aguardam ansiosos pelas primeiras imagens oficiais da sequência.
Se depender do histórico de James Cameron, a imersão promete ser total e, quem sabe, igualmente “aromática”.
