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    Cinema

    Bryan Fuller conta como experiências pessoais moldaram o filme Dust Bunny

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 16, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Bryan Fuller, conhecido por comandar a série Hannibal, estreia como diretor de cinema com Dust Bunny, longa que mistura fantasia e terror. Em entrevista no Festival de Toronto, o cineasta explicou que a trama foi inspirada em lembranças dolorosas da infância e revelou bastidores curiosos da produção.

    No centro da história está Aurora, uma garota de 10 anos que enfrenta um monstro real sob a cama. Ao perder os pais de forma brutal, ela pede ajuda ao vizinho — um assassino de aluguel interpretado por Mads Mikkelsen. A premissa ousada virou um projeto pessoal para Fuller, que também roteirizou a obra.

    Da antologia Amazing Stories ao roteiro mais íntimo

    Dust Bunny nasceu como um episódio da série antológica Amazing Stories, então desenvolvida com Steven Spielberg. Quando o projeto não avançou, Fuller decidiu transformá-lo em longa-metragem, mantendo apenas o conceito central e levando o enredo para um território mais autobiográfico.

    O diretor contou que viveu em “casa complicada” durante a infância. Assim, o medo de Aurora reflete o próprio sentimento de ter um “monstro” dividindo o mesmo teto. Para ele, inserir essa dor no roteiro foi a forma de garantir autenticidade e usar o cinema como catarse.

    Influências dos anos 80

    Em termos de linguagem, Fuller mirou na estética Amblin, responsável por clássicos como Gremlins, Poltergeist e Os Goonies. O objetivo era resgatar o chamado “horror-porta de entrada”, que mistura ameaça sobrenatural e senso de aventura infantil, mas com uma camada emocional mais densa.

    Mads Mikkelsen e Sigourney Weaver reforçam o elenco

    A parceria de Fuller com Mads Mikkelsen, iniciada em Hannibal, ganhou novo capítulo quando o diretor apresentou a trama de Dust Bunny na première de Rogue One, em 2016. O ator topou na hora. Anos depois, Sigourney Weaver também entrou no projeto, ampliando a força do elenco.

    As gravações aconteceram em um país europeu onde a equipe técnica pouco falava inglês, criando desafios de comunicação. Ainda assim, Fuller descreveu o clima no set como “troupe de teatro antiga”, com todos se apoiando mutuamente para resolver problemas diários.

    A busca pela Aurora perfeita

    Encontrar a jovem protagonista foi tarefa exaustiva para a diretora de casting Margery Simkin. Milhares de meninas foram analisadas até chegar a doze finalistas. Sophie Sloan, escocesa de forte sotaque, chamou atenção logo de cara — mas a questão da pronúncia podia dificultar a compreensão ao lado de Mikkelsen.

    Para conquistar o papel, Sophie passou duas semanas estudando vídeos no TikTok e aprendeu um sotaque norte-americano neutro. Segundo Fuller, o talento da atriz se reflete na “sobriedade” da interpretação, essencial para transmitir o trauma de quem presenciou três assassinatos em sequência.

    Detalhes de produção e data de estreia

    Dust Bunny tem 106 minutos de duração e estreia nos cinemas em 12 de dezembro de 2025. Além de Mikkelsen, Weaver e Sloan, o elenco conta com participações de nomes ainda não divulgados. A fotografia ficou a cargo de um diretor de imagem experiente em efeitos práticos, reforçando a vibe oitentista.

    Bryan Fuller conta como experiências pessoais moldaram o filme Dust Bunny - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    A distribuição será focada inicialmente em salas tradicionais, sem previsão de streaming. Para o público do 365 Filmes, vale ficar de olho: Fuller confirmou que criaturas físicas, e não apenas CGI, dominam o terror visual do longa.

    Sinopse oficial

    Na trama, Aurora descobre que o “bicho-papão” é real quando ele devora seus pais. Determinada a sobreviver, ela entrega objetos da igreja local como pagamento ao vizinho matador. A dupla forma laços inesperados enquanto caça a entidade, apelidada de “coelho de poeira”, numa jornada de redenção mútua.

    Reflexões de Fuller sobre TV e cinema

    Depois de anos na televisão, Fuller afirmou que “fazer filme é mais fácil” por envolver menor volume de trabalho simultâneo. Mesmo assim, não pretende abandonar séries: já desenvolve novos projetos para a telinha enquanto redige o roteiro de outro longa derivado de ideias descartadas de Amazing Stories.

    Entre as inspirações futuras estão títulos do cinema francês como A Cidade das Crianças Perdidas e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que liberam “cenas com cores e padrões chamativos” — algo que vê como assinatura estética para seu próximo passo atrás das câmeras.

    Sonho de retornar a Hannibal

    Questionado sobre uma possível continuação de Hannibal, Fuller explicou que os direitos da franquia estão em processo de unificação após a morte da produtora Martha De Laurentiis. Mikkelsen, Hugh Dancy e todo o elenco demonstraram interesse em voltar, mas qualquer projeto depende de resolver essas questões jurídicas.

    O diretor revelou até um desejo específico: adaptar O Silêncio dos Inocentes em minissérie, com Mikkelsen no papel-título e Zendaya como Clarice Starling. Por enquanto, porém, o foco permanece em Dust Bunny e no roteiro de seu próximo filme.

    Por que Dust Bunny merece atenção

    Mesmo antes da estreia, o longa já chama a atenção pela combinação de terror lúdico e narrativa pessoal. O reencontro entre Fuller e Mikkelsen, a presença de Sigourney Weaver e a abordagem nostálgica prometem conquistar fãs de suspense que cresceram vendo fitas VHS nos anos 80.

    Se você procura um filme que misture criaturas assustadoras, laços familiares improváveis e uma camada de emoção genuína, Dust Bunny tem tudo para entrar no seu radar. Resta aguardar dezembro de 2025 para conferir como o “monstro debaixo da cama” vai ganhar vida nas telonas.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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