Os próximos passos do Universo Cinematográfico da Marvel vêm gerando curiosidade, principalmente após o anúncio de Avengers: Doomsday. O longa será o primeiro a reunir Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico em um mesmo roteiro, algo aguardado há anos pelos fãs.
Além disso, a expectativa de que o Homem-Aranha apareça em Secret Wars amplia ainda mais o leque de possibilidades. Com todos os cantos do universo Marvel finalmente liberados, surge a chance de adaptar um dos arcos de HQ mais improváveis: o Quarteto Fantástico substituído por quatro heróis de peso.
Origens da equipe “mais comercial do mundo” nos quadrinhos
A ideia de trocar os integrantes clássicos do Quarteto Fantástico não é nova. Em 1991, o roteirista Walt Simonson e os artistas Art Adams e Gracine Tanaka publicaram Fantastic Four 348 e 349, arcos em que o Senhor Fantástico, Mulher-Invisível, Coisa e Tocha Humana são dados como mortos. Nesse vácuo, entram Homem-Aranha, Hulk, Wolverine e Motoqueiro Fantasma.
O objetivo editorial era claro: impulsionar as vendas de uma revista que havia perdido fôlego e costumava aparecer no fim da lista dos 20 títulos mais vendidos do mês. A capa estampava, sem modéstia, o selo “The World’s Most Commercialest Comic Magazine!”. Estratagemas à parte, os dois volumes entregaram boas doses de humor, ação e interação conturbada entre quatro heróis pouco acostumados a trabalhar juntos.
Como esse arco pode inspirar Avengers: Doomsday
O filme anunciado pela Marvel Studios promete consolidar todos os grandes núcleos da franquia. Diante disso, nada impede que o estúdio recorra a tramas clássicas e reconhecidas para atrair público. A história criada por Simonson surge como candidata óbvia por reunir personagens populares e, ao mesmo tempo, homenagear uma fase celebrada das HQs.
A introdução desse time improvável no enredo de Doomsday funcionaria como um “choque” positivo no público, repetindo o efeito buscado nas páginas dos quadrinhos nos anos 1990. Vale lembrar que, segundo dados de bilheteria, filmes recentes da Marvel não alcançaram o fôlego de Vingadores: Ultimato. Agitar a base de fãs com encontros inéditos se mostra um caminho natural para reconquistar terreno.
Impacto para a linha do tempo do MCU e possíveis desdobramentos
Caso a releitura seja usada, o Quarteto Fantástico clássico poderia ser temporariamente afastado após uma suposta tragédia, ecoando o plano da Skrull De’Lila nas HQs. Isso justificaria a entrada dos “substitutos” justamente em Avengers: Doomsday, filme que já lida com ameaças em escala global.
Imagem: Imagem: Divulgação
Depois, Secret Wars teria terreno fértil para mostrar o retorno dos fundadores Reed, Sue, Johnny e Ben, fechando o ciclo da mesma forma que aconteceu nos quadrinhos. O resultado atenderia tanto aos fãs que anseiam por crossovers quanto aos que preferem ver o Quarteto original brilhando de forma isolada em um eventual terceiro longa da equipe.
Direção, roteiristas e a busca por equilíbrio entre humor e ação
Ainda sem nomes oficialmente confirmados, Avengers: Doomsday deverá equilibrar tom épico com momentos de leveza. Nos quadrinhos, Simonson usou diálogos rápidos e piadas visuais para destacar a dificuldade dos novos integrantes em agir como grupo. Reproduzir esse contraste na tela exigirá um roteirista atento à química entre personagens com personalidades tão distintas.
Da mesma forma, a escolha de direção será determinante para manter ritmo ágil. A saga nas HQs dependia de viradas rápidas de cena e da arte detalhada de Adams, aspectos que pedem uma abordagem visualmente vibrante no cinema. Quanto mais fiel ao dinamismo original, maior a chance de o filme recuperar o encanto dos grandes eventos Marvel.
Vale a pena ficar de olho em Avengers: Doomsday?
Considerando o potencial de replicar a formação “mais comercial do mundo” e o cenário propício para cruzar linhas narrativas, Avengers: Doomsday desponta como ponto de virada para o estúdio. Se executar bem a adaptação, o longa tem tudo para reaproximar público e crítica, além de garantir lugar de destaque no catálogo do 365 Filmes.
