Sydney Sweeney brilhou na televisão e, em 2024, parecia pronta para dominar o cinema. “Anyone But You” surpreendeu ao arrecadar US$ 220 milhões no mundo todo, colocando a atriz no radar dos principais estúdios.
No entanto, a maré virou rapidamente. “Americana”, “Eden” e o recém-lançado “Christy” somaram estreias modestas e jogaram dúvidas sobre o real poder de atração da estrela de 28 anos nas bilheterias.
Ascensão meteórica com “Anyone But You”
O ponto de virada para Sweeney veio no fim de 2023 com a comédia romântica “Anyone But You”, onde dividiu cena com Glen Powell. O filme, produzido por apenas US$ 25 milhões, rendeu quase dez vezes esse valor e mostrou um público disposto a vê-la na tela grande.
O sucesso abriu portas: a Sony lançou “Madame Web”, que mesmo encerrando a carreira nos cinemas abaixo do esperado (US$ 100 milhões), ganhou fôlego posterior no streaming. Já “Immaculate”, terror indie estrelado pela atriz, somou US$ 35 milhões globais e manteve o nome de Sweeney em evidência.
Três lançamentos, três resultados tímidos
“Americana” estreou quase despercebido
A saga de fracassos começou com o faroeste “Americana”. O longa chegou a 500 salas nos Estados Unidos, mas abriu com apenas US$ 500 mil. A baixa divulgação e o lançamento meses após o circuito de festivais dificultaram qualquer chance de reação.
“Eden” também não empolgou
Em seguida veio “Eden”, drama de Ron Howard baseado em fatos reais. Mesmo com um elenco respeitável, a produção debutou com US$ 1 milhão e fechou a carreira mundial com modestos US$ 2,7 milhões.
“Christy” mantém a sequência negativa
Agora foi a vez de “Christy”, cinebiografia da boxeadora Christy Martin. A atuação de Sweeney recebeu elogios, mas o longa somou apenas US$ 1,3 milhão no primeiro fim de semana doméstico. O estúdio Black Bear apostou em campanha focada na temporada de prêmios, mirando uma possível indicação ao Oscar de 2026 para a atriz. O resultado, porém, não se refletiu no caixa.
Marketing tímido pesa mais que a presença de Sweeney
Os três filmes têm um ponto em comum além da protagonista: campanhas promocionais modestas. Distribuidoras adquiriram “Americana” e “Eden” por valores baixos, pensando mais no mercado de vídeo sob demanda do que no lucro imediato dos cinemas. “Christy”, apesar de maior visibilidade, também não recebeu grande investimento em publicidade.
A situação não é isolada. Produções independentes voltadas para o drama enfrentam dificuldades no circuito comercial. Nem nomes como Jennifer Lawrence, Robert Pattinson ou Julia Roberts conseguiram escapar dessa tendência recente, reforçando que o problema vai além de Sydney Sweeney.
“The Housemaid” será o verdadeiro teste
A esperança de reverter a maré atende por “The Housemaid”. A Lionsgate apostou alto na adaptação do best-seller de Freida McFadden, fenômeno no TikTok. Com direção de Paul Feig (“Um Pequeno Favor”) e orçamento estimado entre US$ 25 e 40 milhões, o thriller psicológico estreia em 19 de dezembro.
Imagem: Robert Smith/INSTARs
A escolha da data não é por acaso. O estúdio quer oferecer uma alternativa para quem não se interessar por “Avatar: Fire and Ash”, previsto para dominar as salas na mesma temporada. A ideia é atrair especialmente o público feminino e mais jovem, que impulsionou “Anyone But You”.
Elenco reforçado e estratégia clara
Para aumentar o apelo, o filme traz Amanda Seyfried e Brandon Sklenar nos papéis coadjuvantes. A Lionsgate pretende repetir a estratégia bem-sucedida de divulgação nas redes sociais, contando inclusive com desafios e trends ligados à trama de suspense doméstico.
Sydney Sweeney, novamente como principal chamariz, terá a responsabilidade de provar que o sucesso anterior não foi acaso. Caso “The Housemaid” ultrapasse as previsões, a atriz consolidará seu status de estrela de bilheteria, deixando para trás as decepções de “Americana”, “Eden” e “Christy”. Se o resultado for fraco, analistas de Hollywood podem reconsiderar seu poder comercial.
Indústria observa atentamente o próximo passo
No calendário de 2025, já existem projetos envolvendo Sweeney em diferentes gêneros, mas todos aguardam a performance de “The Housemaid” para definir estratégias de lançamento. Entre eles, destacam-se uma comédia romântica ainda sem título e um suspense de ficção científica.
O site 365 Filmes apurou que executivos de estúdios estão otimistas, citando o carisma da atriz e sua forte presença nas redes sociais como trunfos para atrair público. Ainda assim, reconhecem que o mercado de dramas independentes continua desafiador.
Resumo das bilheterias de Sydney Sweeney em 2024
- “Americana” – US$ 500 mil (abertura), 65 % no Rotten Tomatoes
- “Eden” – US$ 2,7 milhões totais, 57 % no RT
- “Christy” – US$ 1,3 milhão (abertura), 67 % no RT
- “Anyone But You” – US$ 220 milhões totais
Enquanto a temporada de premiações pode dar a Sweeney um impulso crítico por “Christy”, a decisão sobre seu futuro como força de bilheteria virá mesmo com “The Housemaid”. O veredito chega em um mês, quando o filme ocupará as salas de cinema durante o movimentado período de fim de ano.
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