James Gunn confirmou que Darkseid não ocupará o posto de principal ameaça no capítulo inicial do novo Universo DC (DCU). A decisão foi tomada, segundo ele, em respeito ao que Zack Snyder já havia estabelecido para o personagem durante o antigo DCEU.
O cineasta mencionou ainda que a inevitável comparação com Thanos, da Marvel, influenciou a escolha de buscar outros caminhos para a narrativa. A seguir, veja os pontos-chave dessa mudança e o que ela significa para os futuros projetos.
Por que James Gunn deixou Darkseid de lado
Em declarações recentes, Gunn disse que não fará de Darkseid o orquestrador dos eventos revelados no final da segunda temporada de Peacemaker, série que continua no DCU. No episódio, o anti-herói vivido por John Cena é enviado ao planeta-prisão Salvation, elemento inspirado no arco dos quadrinhos Salvation Run.
De acordo com o diretor, um dos motivos para evitar Darkseid agora é que “Zack [Snyder] fez isso de forma muito legal à sua maneira”. Dessa forma, Gunn quer preservar o impacto causado pela versão de Ray Porter, vista em Liga da Justiça de Zack Snyder (2021), e evitar associações diretas com o material anterior.
A visão de Zack Snyder para o governante de Apokolips
Antes de deixar o comando criativo do DCEU, Snyder planejava uma trilogia da Liga da Justiça em que Darkseid seria o grande antagonista. Nos planos originais, o vilão usaria a Equação Anti-Vida para transformar a Terra no cenário “Knightmare” vislumbrado por Batman, mataria Lois Lane e corromperia Superman antes de um arco de redenção do herói de Metrópolis.
Esse enredo incluiria viagens no tempo, o sacrifício de Batman para salvar Lois e, por fim, a vitória dos heróis sobre Darkseid. Apenas parte desse panorama foi exibida na versão estendida lançada em streaming, deixando muitas ideias no papel.
Comparação com Thanos também pesou na decisão
Gunn reconheceu que Darkseid poderia soar como uma repetição do que a Marvel fez com Thanos na Saga do Infinito. Nos quadrinhos, Thanos nasceu justamente como uma resposta da Marvel aos Novos Deuses da DC. Reutilizar Darkseid como principal ameaça logo no início do DCU arriscaria aproximar demais as duas franquias, dificultando a diferenciação que o estúdio procura.
Ao optar por múltiplos vilões, o DCU pretende mostrar desde cedo uma galeria diversificada de antagonistas, evitando que a narrativa fique concentrada em uma única figura. Todos os projetos já anunciados — como Superman: Legacy, The Authority e o derivado de Peacemaker — apresentam mais de um personagem marcante, tanto do lado heroico quanto do lado sombrio.

Imagem: James Gunn
O futuro de Darkseid no DCU
Embora não seja o “chefão” da fase inicial, Darkseid está confirmado em Mister Miracle, série animada baseada na minissérie de Tom King. Na trama, o vilão aparece como pai adotivo de Scott Free, oferecendo espaço para explorar a complexa relação familiar e a mitologia dos Novos Deuses.
Ainda não há confirmação se Mister Miracle será oficialmente canônico dentro do DCU de live-action. Mesmo assim, a produção permitirá aprofundar o personagem e ampliar a presença dos Novos Deuses, algo que os fãs aguardam desde a última aparição de Darkseid.
Impacto imediato em Peacemaker e na fase “Deuses e Monstros”
No gancho exibido em Peacemaker, John Cena foi exilado em Salvation por Rick Flag Sr. Nos quadrinhos, esse planeta-prisão envolvia os vilões clássicos da DC que acabavam sob influência de Darkseid. Sob a orientação de Gunn, porém, Salvation deve assumir um papel diferente, abrigando tanto criminosos quanto heróis que contrariem ordens governamentais.
Essa abordagem reforça a intenção de trabalhar com conflitos internos entre facções de personagens, ao invés de concentrar tudo em um conquistador intergaláctico. Para o público que acompanha 365 Filmes, a estratégia cria oportunidades para histórias mais variadas, mantendo expectativa alta sem recorrer imediatamente ao vilão mais icônico da editora.
Próximos passos
A fase “Deuses e Monstros” do DCU segue em desenvolvimento, com Superman: Legacy previsto para julho de 2025 e outras produções em andamento. Enquanto isso, a presença de Darkseid na animação Mister Miracle deve servir como termômetro para um eventual retorno futuro do governante de Apokolips em live-action.
Por ora, James Gunn se concentra em estabelecer novas ameaças e expandir o universo de forma orgânica, garantindo que as comparações com o passado fiquem restritas às homenagens pontuais — como o respeito à visão que Zack Snyder deixou para Darkseid.
Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.
Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!



