Se você estava sentindo falta de uma comédia interessante, a plataforma roxinha acabou de resolver o problema. Acabou de chegar Oh, Sumido! no HBO Max. O filme já estava no radar de quem gosta de uma comédia mais leve, mas com aquele toque de caos emocional que a gente adora acompanhar.
E vou te falar… ele entrega exatamente isso. É aquele tipo de filme que você começa sem esperar muito e, quando percebe, já está rindo de situações absurdas que poderiam facilmente acontecer com qualquer um. Quando comecei a assistir, pensei que seria só mais uma comédia romântica padrão, mas bastou a primeira grande virada para perceber que o filme queria brincar mais com o desconforto do que com o romance.
A história já começa com um cenário bem familiar, um casal que decide dar um passo a mais na relação. Só que aqui tudo desanda muito rápido, e é justamente isso que faz o filme funcionar. Ele não tenta manter uma aparência de romance perfeito, ele joga tudo no caos logo de cara.
Quando o romance quebra, a comédia começa a funcionar de verdade
A trama de Oh, Sumido! gira em torno de Iris e Isaac, interpretados por Molly Gordon e Logan Lerman, e o ponto de partida já é forte. Durante um momento íntimo, ele solta que não quer nada sério, enquanto ela claramente já estava vivendo outra realidade na cabeça.
E é aí que o filme acerta. Em vez de seguir o caminho mais comum de drama, ele transforma essa quebra em uma sequência de situações desconfortáveis e até meio absurdas. Quando vi a cena das algemas, confesso que pensei: “ok, agora o filme decidiu se jogar mesmo”.
A partir daí, a comédia cresce justamente nesse exagero. A personagem da Iris não reage de forma contida, ela vai para o extremo, e isso cria momentos que funcionam bem porque são imprevisíveis. Você não sabe até onde aquilo vai.
Ao mesmo tempo, o filme sabe equilibrar isso com diálogos mais naturais, que deixam tudo menos artificial. Não parece uma comédia forçada o tempo todo, e isso ajuda bastante na experiência.

Funciona no humor, mas não sustenta tanto no desenvolvimento
Apesar de acertar bem no tom leve e no humor desconfortável, o filme não consegue manter o mesmo nível quando tenta aprofundar os personagens. Existe uma tentativa de dar mais camadas para a relação, mas ela nem sempre se sustenta.
Teve um momento ali no meio do filme em que parecia que ele ia virar para um lado mais emocional, e eu realmente achei que a história de Oh, Sumido! ia ganhar mais peso. Mas ele recua rápido e volta para a comédia, quase como se tivesse medo de sair da zona segura.
Isso não chega a atrapalhar totalmente, mas limita o impacto. Porque, no fundo, dava para explorar mais essa relação e fazer o público se importar ainda mais com os dois.
Mesmo assim, o elenco segura bem. Geraldine Viswanathan e John Reynolds ajudam a dar ritmo para a história, trazendo aquela energia que mantém o filme leve mesmo quando ele começa a desacelerar.
No geral, Oh, Sumido! cumpre bem o que promete. Não é uma comédia que vai reinventar o gênero, mas é exatamente o tipo de filme que funciona para desligar um pouco e simplesmente aproveitar. E às vezes… é só isso que a gente precisa.
Oh, Sumido!
Apesar de acertar bem no tom leve e no humor desconfortável, o filme não consegue manter o mesmo nível quando tenta aprofundar os personagens. Existe uma tentativa de dar mais camadas para a relação, mas ela nem sempre se sustenta.
Teve um momento ali no meio do filme em que parecia que ele ia virar para um lado mais emocional, e eu realmente achei que a história de Oh, Sumido! ia ganhar mais peso. Mas ele recua rápido e volta para a comédia, quase como se tivesse medo de sair da zona segura.
Isso não chega a atrapalhar totalmente, mas limita o impacto.
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