Sweetpea chegou ao Prime Video Brasil com uma mistura deliciosa e desconfortável de suspense, drama e humor ácido. A série britânica acompanha Rhiannon, aquela mulher “invisível” que todo mundo subestima até o dia em que ela resolve parar de engolir tudo.
A partir daí, o que era frustração vira uma escalada sangrenta, e a pergunta que fica é sempre a mesma: por que a gente está torcendo por ela?Se você terminou a temporada de Sweetpea com essa sensação estranha, aqui vão curiosidades que ajudam a entender o bastidor e as escolhas criativas por trás da série.
5 curiosidades de Sweetpea que você não pode deixar de lado
Para mais listas e estreias, a editoria de streaming do 365 Filmes vive cheia de títulos que estão bombando.
1. Ella Purnell estreou como produtora executiva
Sweetpea marca um passo grande na carreira de Ella Purnell. Além de protagonizar, ela também assina como produtora executiva pela primeira vez. Isso significa que ela não ficou só “na frente da câmera”. Ela participou de decisões criativas, do tom do roteiro à escolha de elenco e até a construção final do episódio, buscando dar uma voz mais autêntica para a complexidade da Rhiannon.
Para uma personagem que poderia virar caricatura facilmente, esse tipo de envolvimento ajuda a explicar por que a série se preocupa tanto em mostrar contradição. Rhiannon não nasce monstro. Ela vai sendo empurrada até virar.
2. A adaptação mudou bastante a personalidade da Rhiannon
A série é baseada no livro de C.J. Skuse, mas não tenta copiar a personagem de forma literal. No material original, Rhiannon é mais ativa e calculista desde o início, já com um senso de “plano” mais definido.
Na série, a escolha é outra. O foco é a transformação. A narrativa faz questão de mostrar o caminho emocional, o luto, as pequenas humilhações e a sensação de ser ignorada até o momento em que ela estoura. Isso deixa a história mais desconfortável porque aproxima a personagem do cotidiano. A violência vem depois, como algo que assusta justamente por parecer possível dentro daquela cabeça.
3. Carnsham é fictícia, mas foi filmada em cidades reais
A cidade fictícia de Carnsham foi recriada principalmente em Southend on Sea, no condado de Essex, na Inglaterra. Outras cenas também foram filmadas em lugares como Watford, usando Oxhey Park, e em Hoddesdon.
Um detalhe legal é que uma delegacia de polícia real foi usada como cenário. Isso ajuda a dar aquele ar de “vida comum” que a série precisa para funcionar. Quanto mais normal é o ambiente, mais absurdo fica o contraste quando Rhiannon começa a cruzar limites.
4. Ella Purnell não gosta de gore na vida real
É curioso pensar que alguém que interpreta uma personagem com cenas tão brutais seja, na vida real, bem sensível com sangue e horror. Ella Purnell já comentou que não lida bem com gore e precisou separar a aversão pessoal da brutalidade exigida pelo papel.
E isso combina com a própria Rhiannon, que não é apresentada como alguém “nascida para matar”. A série insiste em mostrar que existe desconforto, choque e um tipo de estranheza com o que ela vira. Isso torna tudo menos glamouroso e mais perturbador.

5. A “lista de mortes” é o motor do humor ácido
Um dos elementos centrais de Sweetpea é a lista em que Rhiannon anota nomes de pessoas que a irritam, humilham ou tratam como se ela não existisse. A série usa isso como válvula de humor, porque é um mecanismo que muita gente reconhece em versão mais inocente, aquela fantasia interna de vingança quando alguém pisa em você.
Só que Sweetpea leva a fantasia ao extremo. E é aí que o humor ácido funciona como faca de dois gumes. Você ri porque entende o sentimento, e logo depois se sente mal porque percebe que está rindo de algo que virou violência real dentro da história.
No fim, é por isso que Sweetpea pega tão forte no Prime Video Brasil. Ela não vive só do suspense. Ela vive do desconforto de se reconhecer em pequenos pensamentos feios, e de ver esses pensamentos crescendo até virar algo impossível de justificar.
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