The Housemaid, suspense dirigido por Paul Feig e estrelado por Sydney Sweeney, alcançou um marco expressivo nos cinemas norte-americanos. Em seu quarto fim de semana de exibição, a produção somou US$ 94,6 milhões na bilheteria doméstica, superando os US$ 88,3 milhões arrecadados pela comédia romântica Anyone But You em 2023.
Com o novo resultado, o longa se torna o filme liderado por Sweeney com maior arrecadação interna até hoje. O desempenho reforça o crescimento da atriz de 26 anos como nome de peso em Hollywood, mesmo diante de lançamentos concorridos durante a temporada de festas de fim de ano.
Bilheteria robusta e trajetória de crescimento
A performance de The Housemaid chama atenção pelo ritmo constante de público. O longa estreou em 19 de dezembro de 2025 na terceira colocação do ranking, com US$ 19 milhões, mas manteve quedas suaves: 19,5% na segunda semana e apenas 1,4% na terceira. Esse fôlego prolongado, comum a lançamentos natalinos, foi crucial para ultrapassar Anyone But You, que havia se destacado graças a altas expressivas de 45,9% e 11,4% em fins de semana consecutivos.
Embora já tenha superado a comédia romântica no mercado interno, o suspense ainda busca o mesmo feito no cenário global. Até o momento, cerca de 36,9% da receita total vem do exterior, número menor que os 59,9% obtidos pelo filme de 2023. Parte do motivo está no lançamento internacional escalonado: vários territórios relevantes só receberão a produção nas próximas semanas, abrindo espaço para um crescimento adicional que pode colocar o título à frente dos US$ 220,3 milhões mundiais de Anyone But You.
Elenco em destaque: Sydney Sweeney segura o protagonismo
Sydney Sweeney interpreta Millie Calloway, ex-presidiária que vê na vaga de empregada doméstica sua derradeira chance de recomeço. A atriz investe em nuances que equilibram fragilidade e instinto de sobrevivência, conduzindo o público por um arco de tensão crescente. Seu estudo de personagem evita caricaturas e, sobretudo, amplia o alcance da narrativa ao colocar a protagonista frente a dilemas morais críveis.
Ao lado dela, Amanda Seyfried vive Nina Winchester, dona da casa que esconde segredos inquietantes. A atriz cria camadas de ambiguidade, alternando hospitalidade e frieza em questão de segundos, recurso fundamental para manter o espectador em constante suspeita. Brandon Sklenar, como o marido Andrew, entrega uma presença tão magnética quanto ameaçadora, completando um trio cuja química puxa boa parte da força dramática do longa.
Direção segura de Paul Feig e roteiro com ritmo afiado
Mais conhecido por comédias como Missão Madrinha de Casamento, Paul Feig transita pelo thriller R desde as primeiras cenas, privilegiando enquadramentos que ampliam a sensação de claustrofobia dentro da mansão. A câmera passeia por corredores e ambientes com luzes difusas, reforçando a atmosfera de conto sombrio. O resultado evidencia a versatilidade do diretor, que se adapta ao gênero sem abrir mão de certa leveza em diálogos pontuais.
Imagem: Imagem: Divulgação
O roteiro de Rebecca Sonnenshine a partir do best-seller de Freida McFadden combina pistas visuais e reviravoltas espaçadas, garantindo fluidez em 131 minutos de duração. A trama evita exposição excessiva, apostando no subtexto e em pequenos detalhes — um quadro torto, um objeto fora do lugar — para insinuar perigos. Essa carpintaria narrativa sustenta o suspense sem recorrer a sustos fáceis, privilegiando o desconforto psicológico.
Recepção crítica e potencial de longevidade nos cinemas
Com 73% de aprovação no Rotten Tomatoes, The Housemaid ostenta selo Certified Fresh. Críticas elogiam especialmente o trabalho do elenco feminino, destacando a entrega de Sweeney e o timing preciso de Seyfried. O público também responde positivamente: notas 8/10 indicam boca a boca sólido, elemento vital para a permanência do longa em cartaz.
Num cenário em que produções de grande orçamento ainda lutam para recuperar espaço pós-pandemia, a trajetória do filme chama atenção por unir orçamento modesto e retorno robusto. Esses dados reforçam a relevância de narrativas adultas, R-rated, com apelo de suspense, dentro do circuito mainstream — tendência que o site 365 Filmes continuará acompanhando de perto.
Vale a pena assistir?
Quem busca um suspense psicológico bem amarrado encontra em The Housemaid um exemplar competente, apoiado em atuações fortes e direção cuidadosa. O trio central entrega intensidade sem exagero, enquanto o roteiro preserva o mistério até os momentos finais. Para quem se interessa por thrillers de atmosfera sombria e personagens moralmente ambíguos, a ida ao cinema justifica o ingresso.
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