Sequências cheias de socos, chutes e acrobacias viraram sinônimo de diversão no cinema de artes marciais. Dos estúdios de Hong Kong aos sets de Hollywood, várias produções transformaram simples sucessos em sagas inteiras.
Para quem ama ação ou apenas busca um título novo para assistir, reunimos as 10 melhores franquias de filmes de kung fu de todos os tempos. O ranking ajuda a entender por que essas séries conquistaram plateias e influenciaram gerações, inclusive leitores do 365 Filmes.
In the Line of Duty – pioneira entre policiais e kung fu
A série tem sete filmes oficiais iniciados em 1985 com Yes, Madam, que apresentou Michelle Yeoh como uma detetive capaz de enfrentar o crime organizado na base do kung fu. O sucesso rendeu uma sequência ao lado de Cynthia Rothrock e, depois, a chegada de Cynthia Khan no papel principal.
Mesmo sem Yeoh, a franquia manteve carisma e lutas bem coreografadas, ainda que o enredo se tornasse repetitivo. O quarto longa, Witness (1989), com Donnie Yen, é citado por fãs como um dos capítulos mais subestimados dos anos 80.
Armour of God – Indiana Jones à moda Jackie Chan
Jackie Chan mesclou humor, arqueologia e artes marciais em Armour of God (1986) e Armour of God 2: Operation Condor (1991). A mistura de exploração de locais exóticos com as tradicionais acrobacias do ator criou momentos inesquecíveis.
Chan voltou ao personagem em 2013, já com 59 anos, para Chinese Zodiac. O terceiro filme bateu recordes de cenas de ação com o astro executando praticamente todos os próprios stunts, mostrando por que a saga figura entre as melhores franquias de filmes de kung fu.
The Brave Archer – fantasia em três atos
Inspirada no romance A Lenda dos Heróis Condor, a trilogia começou em 1977 pela Shaw Brothers e seguiu as aventuras de Kwee Ceng, vivido por Alexander Fu Sheng. Com um elenco vasto e narrativas interligadas, a obra é comparada a uma versão oriental de grandes épicos literários.
Dois filmes adicionais tentaram fechar pontas soltas, mas mudanças de elenco entre capítulos tornaram a continuidade confusa. Mesmo assim, as cenas de luta e a ambientação clássica mantiveram a importância histórica da série.
Shaolin Temple – o início da lenda de Jet Li
Lançado em 1982 e gravado no verdadeiro Mosteiro Shaolin, o filme apresentou Jet Li ao mundo como um jovem monge em busca de vingança. O sucesso levou a Shaolin Temple 2: Kids from Shaolin (1984) e Shaolin Temple 3: Martial Arts of Shaolin (1986).
Os capítulos seguintes trouxeram novas histórias ligadas ao templo, sempre valorizando a habilidade atlética de Li. Embora não revolucionários, garantiram lugar na lista das melhores franquias de filmes de kung fu pela autenticidade dos cenários e coreografias.
Police Story – acrobacias que desafiam a lógica
Em 1985, Jackie Chan iniciou Police Story como o policial Chan Ka-kui, misturando humor pastelão e manobras arriscadíssimas. O segundo filme elevou o nível de perigo, enquanto Police Story 3: Supercop (1992) trouxe Michelle Yeoh e inspirou o derivado Supercop 2.
Police Story 4: First Strike (1996) manteve o fôlego, e anos depois vieram os reboots New Police Story (2004) e Police Story 2013, que adicionaram tom mais dramático. A franquia, longa e diversificada, mostra por que Chan é referência quando o assunto são as melhores franquias de filmes de kung fu.
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The One-Armed Swordsman – clássico do herói mutilado
Dirigido por Chang Cheh, The One-Armed Swordsman (1967) trouxe Jimmy Wang Yu como o espadachim que perde o braço e jura vingança. O filme influenciou a estética de kung fu por décadas.
Return of the One-Armed Swordsman e The New One-Armed Swordsman seguiram a história, o último com David Chiang assumindo o protagonismo em uma espécie de reinicialização. A ideia de superar adversidades físicas tornou-se marco narrativo no gênero.
Once Upon a Time in China – Jet Li vive Wong Fei-hung
Entre 1991 e 1997, Jet Li interpretou o lendário mestre Wong Fei-hung em seis filmes que abordam mudanças culturais na China do século XIX. O segundo longa apresenta o duelo antológico entre Li e Donnie Yen, considerado um dos maiores confrontos das artes marciais no cinema.
Li ausentou-se do quarto e quinto títulos, mas o estilo wire-fu continuou atraindo público. A franquia equilibra drama histórico e lutas elaboradas, justificando a presença na seleção de melhores franquias de filmes de kung fu.
Drunken Master – comédia e soco na medida
Drunken Master (1978) catapultou Jackie Chan ao estrelato ao combinar humor físico e artes marciais, culminando em um duelo final lendário. Dance of the Drunk Mantis (1979) expandiu o universo com foco no personagem Sam Seed, mentor de Chan no original.
Quinze anos depois, Drunken Master II (1994) chegou aos cinemas. O retorno de Chan como Wong Fei-hung superou expectativas e, para muitos críticos, ultrapassou até o original em criatividade e intensidade.
The 36th Chamber of Shaolin – a trilogia do treinamento extremo
Lançado também em 1978, The 36th Chamber of Shaolin apresentou Gordon Liu como San Te, jovem que passa por 35 câmaras de treinamento no templo. As sequências Return to the 36th Chamber (1980) e Disciples of the 36th Chamber (1985) completam a história.
A combinação de coreografias de Lau Kar-leung, trama de vingança e cenas de aperfeiçoamento físico transformou o trio de filmes em referência máxima quando se fala em melhores franquias de filmes de kung fu.
Ip Man – biografia que virou fenômeno global
Estrelado por Donnie Yen e dirigido por Wilson Yip, Ip Man (2008) retrata o mestre de Bruce Lee e seu lendário combate contra dez adversários. O feito abriu caminho para Ip Man 2 (2010), Ip Man 3 (2015) e Ip Man 4: The Finale (2019), cada um adicionando rivais de peso, como Sammo Hung, Mike Tyson e Scott Adkins.
Há ainda o derivado Master Z: Ip Man Legacy (2018) e um quinto capítulo já anunciado, demonstrando que a narrativa continua atraindo plateias. As lutas ferozes, somadas a dramas pessoais como a doença de Cheung Wing-sing, consolidaram Ip Man no topo de qualquer lista sobre as melhores franquias de filmes de kung fu.
