Beethoven derrubando móveis, Toto driblando bruxas e Lassie percorrendo quilômetros para voltar pra casa. As telas revelam cenas emocionantes quando os protagonistas têm quatro patas.
Da era do cinema mudo aos lançamentos recentes, selecionar os melhores cachorros do cinema envolve recordar atuações que viraram lenda. A lista a seguir destaca dez figuras caninas que ganharam fama mundial e seguem inspirando amantes de filmes – inclusive os leitores de 365 Filmes.
Beethoven, o São Bernardo que dominou as salas em 1992
No longa familiar “Beethoven”, o enorme São Bernardo batizado com o nome do compositor virou sinônimo de confusão. Interpretado pelo cão Chris, com apoio de 12 dublês, ele enlouquece a rotina da família Newton, ao mesmo tempo em que precisa ser salvo de um veterinário corrupto.
O sucesso da produção reforçou porque Beethoven é lembrado entre os melhores cachorros do cinema: sua interação com o patriarca vivido por Charles Grodin rendeu momentos de puro carisma e rendeu bilheterias expressivas na década de 1990.
Baxter, o parceiro de bancada de “O Âncora”
Em “Anchorman: The Legend of Ron Burgundy” (2004), Baxter serve como confidente do jornalista interpretado por Will Ferrell. O público gargalha ao ver Ron dialogando seriamente com o cão, que parece retribuir cada palavra.
Duas estrelas dividem o papel: Peanut, resgatado de um abrigo e presente no primeiro filme, e Quince, adotado após a morte de Peanut em 2010. Ao evitar pontapés dramáticos e ajudar o dono em meio a ursos, Baxter se firmou como um dos melhores cachorros do cinema na categoria humor.
Rin Tin Tin, lenda do cinema mudo em “Where the North Begins”
Resgatado de um campo de batalha da Primeira Guerra, o pastor-alemão Rin Tin Tin estrelou 27 produções. O destaque de 1923 o apresenta como um “lobo-cão” adotado por uma alcateia no Canadá que enfrenta falsas acusações de ataque.
O animal, treinado pelo soldado Lee Duncan, ajudou a consolidar a Warner Bros. no início da indústria e permanece referência ao se falar nos melhores cachorros do cinema quase um século depois.
Hachiko, a lealdade que emocionou em 2009
“Hachi: A Dog’s Tale” adaptou a história japonesa de 1987 para o público ocidental. Richard Gere vive o professor Parker, dono do Akita que o acompanha diariamente até a estação. Após a morte súbita de Parker, o cão retorna ao local por anos, aguardando inutilmente a volta do amigo.
Três cães – Layla, Chico e Forrest – dividiram a emocionante atuação. O filme reforça como a lealdade extrema faz de Hachiko um nome obrigatório quando o assunto são os melhores cachorros do cinema.
Benji, o vira-lata herói do interior texano
Estreia de 1974, “Benji” apresentou Higgins, um cão de abrigo que cativa toda a cidade e resgata duas crianças sequestradas. Orçado em 500 mil dólares, o longa rendeu mais de 45 milhões e ganhou 86% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Depois de Higgins, todos os “Benjis” foram interpretados por animais resgatados, elevando a adoção de cães nos Estados Unidos. Não à toa, o simpático vira-lata figura em qualquer lista dos melhores cachorros do cinema.
Imagem: Imagem: Divulgação
Hooch, o Dogue de Bordeaux que dividiu cena com Tom Hanks
Em “Turner & Hooch” (1989), Beasley vive Hooch, única testemunha do assassinato de um amigo do investigador Scott Turner. O contraste entre a bagunça canina e o estilo organizado de Hanks garante risadas e ação.
Com stand-ins em momentos de risco, Beasley roubou as atenções, ampliando a fama dos Dogues de Bordeaux e garantindo lugar entre os melhores cachorros do cinema.
Toto, a razão de Dorothy enfrentar a Bruxa Má
No clássico “O Mágico de Oz” (1939), Terry – uma cadela da raça Cairn Terrier – interpreta Toto. O cachorrinho serve de motivação para a jornada inteira de Dorothy, tornando a ameaça da vilã ainda mais palpável.
Terry recebeu 125 dólares semanais, quantia superior ao de muitos colegas humanos, e participou de outras produções sem crédito. Mesmo assim, seu trabalho como Toto consolidou o personagem na memória coletiva dos fãs dos melhores cachorros do cinema.
Buddy, o astro esportivo de “Air Bud”
Lançado em 1997, “Air Bud” mistura basquete e superação. O Golden Retriever Buddy – que usa o próprio nome – demonstra habilidade nas quadras, ajudando o jovem Josh a lidar com a perda do pai.
O sucesso, gerando mais de 27 milhões de dólares, abriu caminho para franquias e spin-offs. Infelizmente, Buddy não retornou após ter uma pata amputada por câncer no mesmo ano, mas sua performance segue na lista dos melhores cachorros do cinema.
Indy, protagonista canino do terror “Good Boy”
Com estreia prevista para 2025, “Good Boy” coloca o cão Indy diante de uma força sobrenatural que apenas ele enxerga. Sem experiência prévia, o animal brilhou graças à direção de Ben Leonberg, seu próprio tutor.
A produção já soma 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, e a crítica é quase unânime ao apontar Indy como ponto alto, reforçando o espaço de novos nomes entre os melhores cachorros do cinema.
Lassie, a cadela que atravessou gerações
A Rough Collie Lassie ganhou vida em 1943, no premiado “Lassie Come Home”. Pal, primeira intérprete, fugiu de cenas complicadas para reencontrar seu jovem dono Joe, emoção que ecoou em sete filmes e diversas séries.
O longa foi incorporado ao National Film Registry em 1993, e descendentes de Pal mantiveram o legado vivo. Lassie continua referência absoluta sempre que se fala nos melhores cachorros do cinema.
