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Yellowstone: Taylor Sheridan explica a saída de Kevin Costner

O criador da série revelou o motivo contratual por trás do fim de John Dutton — e por que a emissora tentou segurar o ator além do

Por Thaís Amorim3 Minutos de leitura
Taylor Sheridan e Kevin Costner em arte de Yellowstone sobre contrato de três temporadas
Taylor Sheridan e Kevin Costner em arte de Yellowstone sobre contrato de três temporadas. (Reprodução / Paramount+)

Kevin Costner assinou para estrelar por apenas três temporadas. Esse era o plano desde o início — e Taylor Sheridan, criador da série, confirmou que a saída do ator não nasceu de briga ou drama pessoal, mas de um contrato que a Paramount simplesmente não quis respeitar.

A declaração veio durante uma participação de Sheridan no The Bill Simmons Podcast, e muda a leitura sobre um dos episódios mais comentados dos bastidores da televisão americana nos últimos anos. Por muito tempo, o público ficou com a versão dos rumores: desentendimento, processos cogitados, Costner deixando a série para fazer cinema. A história real é mais prosaica — e mais reveladora sobre como a indústria funciona.

O contrato que a Paramount não queria cumprir

Sheridan foi direto ao ponto: o acordo original previa que John Dutton, o patriarca vivido por Costner, estaria no centro da história por três anos. Depois disso, a trama passaria para o filho mais novo, que assumiria o rancho. Era uma saída narrativa planejada, não uma improvisação de crise.

“Isso estava no contrato dele. E na minha cabeça, é aí que o filho mais novo dele assume o rancho e nós o vemos perder ou não o rancho, seja lá o que for.”

Taylor Sheridan, em entrevista ao The Bill Simmons Podcast (em tradução livre)

O problema é que Yellowstone virou um fenômeno fora do comum. A série cresceu de forma que poucos esperavam, e a ficou com medo do que aconteceria se a figura central saísse antes de a audiência estar pronta para isso.

“A emissora estava com muito medo de perder o Kevin. Mesmo que ele estivesse pronto para sair, ele permaneceu por mais duas temporadas, simplesmente porque a série era um fenômeno.”

Taylor Sheridan, em entrevista ao The Bill Simmons Podcast (em tradução livre)

Costner ficou. Duas temporadas além do combinado. E quando finalmente saiu, durante a quinta, para se dedicar ao filme Horizon: Uma Saga Americana, o roteiro precisou ser reestruturado às pressas. Sheridan admitiu que a trama ficou estagnada por um período enquanto ele adaptava a história à ausência do protagonista.

Yellowstone
(Reprodução / Paramount+)

O que a saída de Costner revela sobre Yellowstone depois dele

A versão de Sheridan contrasta com a que Costner deu publicamente. Em maio de 2024, o ator afirmou que a série sempre foi sua prioridade e que a emissora e a produção não tinham roteiros prontos quando ele precisou tomar decisões. Segundo ele, os atrasos na entrega de scripts foram determinantes.

As duas narrativas não se cancelam — elas apontam para o mesmo problema: pressão de produção, prazo contratual vencido e uma emissora tentando segurar um ativo além do limite. Quem iniciou o impasse depende de qual versão você escolhe acreditar, e até agora não há uma fonte oficial que resolva o conflito.

O que ficou claro é que Sheridan precisou criar sem sua peça central. E, na prática, isso funcionou. A franquia seguiu com spin-offs, manteve audiência elevada e hoje opera como um universo independente da figura de John Dutton. , por exemplo, já foi renovada para uma segunda temporada.

Do lado de Costner, o cenário é mais complicado. O segundo capítulo de Horizon está finalizado, mas ainda sem previsão de lançamento. As sequências planejadas enfrentam dificuldades para atrair investidores. O projeto que motivou parte da saída segue sem destino definido.

A declaração de Sheridan no podcast não encerra a discussão — ela reposiciona o ponto de partida. A saída não foi ruptura, foi o fim de um prazo que a indústria tentou ignorar por tempo demais.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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