Uma galáxia que parecia incapaz de se afastar da família Skywalker finalmente enxergou uma rota alternativa. Previsto para 28 de maio de 2027, Star Wars: Starfighter foi descrito pelos roteiristas como a primeira produção da franquia sem qualquer personagem legado.
Com Ryan Gosling no papel principal e Shawn Levy na direção, o longa surge como experimento radical: administrar um universo de quase cinquenta anos sem recorrer à nostalgia imediata. A equipe garante que o público encontrará elementos reconhecíveis da saga, mas nenhum rosto já visto nos episódios anteriores.
Um roteiro livre do passado
Jonathan Tropper, responsável pelo texto ao lado de George Lucas, afirmou que a história é “totalmente nova” e não se apoia em “estruturas dos filmes anteriores”. Traduzindo: nem sabres de luz heroicos empunhados por Skywalkers, nem fantasmas de mestres Jedi oferecendo conselhos salvadores.
Esse afastamento dos ícones clássicos pode devolver à franquia o frescor que faltou na trilogia sequencial. Sem a necessidade de inserir participações especiais, Starfighter tem liberdade para construir conflitos inéditos e personagens que se sustentam por si só, algo que o Episódio VII ensaiou, mas não levou até o fim.
Shawn Levy assume o comando
Conhecido pelo timing entre ação e leveza em “Stranger Things” e “Free Guy”, Levy encara seu projeto mais desafiador. Nos bastidores, comenta-se que o diretor pediu campo aberto para experimentar enquadramentos mais dinâmicos em combates espaciais, distanciando-se do classicismo de George Lucas e da fotografia sombria de Rogue One.
O cineasta também produz o filme, ao lado de Kathleen Kennedy. Essa dupla promete equilibrar ousadia estética e cuidado com a mitologia; Kennedy mantém o faro para continuidade, enquanto Levy injeta energia pop que conversa com o público das novas gerações. O resultado deve dialogar com quem busca histórias guiadas por ritmo e diálogos afiados, como os listados neste guia de filmes eletrizantes focados na palavra.
Elenco de primeira linha
O maior trunfo de Star Wars: Starfighter é o conjunto de intérpretes. Ryan Gosling, cujo carisma silencioso marcou “Drive” e “Blade Runner 2049”, deverá explorar nuances entre heroísmo e ambiguidade moral. Já Matt Smith, lembrado por “The Crown” e “Doctor Who”, tem histórico de vilões intensos, o que alimenta especulações sobre seu papel.
Mia Goth, nome frequente no horror contemporâneo, traz intensidade crua que pode funcionar como antídoto ao tom aventuresco. Aaron Pierre, revelado em “Old”, e Amy Adams, seis vezes indicada ao Oscar, completam a escalação. A expectativa é de um jogo de performances que priorize emoção em vez de pirotecnia visual.

Imagem: Imagem: Divulgação
Impacto na cronologia da saga
O enredo se desenrola cinco anos depois de A Ascensão Skywalker. Esse intervalo permite que Tropper desenhe cenários políticos inéditos, evitando contradições com a narrativa principal. Como Luke, Leia e Han estão mortos dentro do cânon, o campo está limpo para novas facções, ordens religiosas e conflitos socioculturais.
A ausência de figuras históricas reduz a pressão por comparações e abre espaço para ampliar o universo sem a obrigatoriedade de explicar cada detalhe com fan service. Para o site 365 Filmes, fontes internas destacam que a trama deve incorporar referências sutis, mas o foco é estabelecer personagens que possam protagonizar futuras trilogias.
Vale a pena ficar de olho?
Romper com meio século de tradição é ambicioso, porém coerente com o momento da franquia. Star Wars: Starfighter coloca todas as fichas em um elenco consagrado, um diretor acostumado a equilibrar espetáculo e humor, e um roteiro que dispensa muletas de nostalgia.
O projeto também sinaliza que a Lucasfilm quer diversificar suas apostas, como outras grandes marcas têm feito. Essa escolha pode abrir oportunidades para narrativas mais ousadas e, quem sabe, inspirar futuros títulos a se arriscarem tanto quanto o novo terror de Sam Raimi citado no sucesso de bilheteria Send Help.
Se a produção entregar personagens cativantes e cenas espaciais inovadoras, tem tudo para ser o respiro criativo que os fãs aguardam desde O Despertar da Força. A resposta definitiva chegará somente em 28 de maio de 2027, nas salas de cinema.
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