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Avengers: Doomsday pode reunir ainda mais veteranos dos X-Men, sugere Chris Claremont

Por Matheus Amorim4 Minutos de leitura

Avengers: Doomsday, previsto para chegar aos cinemas em 18 de dezembro de 2026, já se vende como a maior celebração de legados da Marvel nas telonas. Os irmãos Anthony e Joe Russo, que reassumem a cadeira de direção, organizam um crossover que revisita quase três décadas de franquias de super-heróis.

Mesmo com um elenco estrelado divulgado, a lista de mutantes vindos da era Fox pode ser ainda maior do que o estúdio revelou. Comentários recentes do roteirista e quadrinista Chris Claremont reforçaram a expectativa de que mais intérpretes clássicos dos X-Men apareçam no longa.

Elenco mutante já confirmado

Até o momento, sete nomes oriundos dos filmes dos X-Men contam com presença garantida em Avengers: Doomsday. Patrick Stewart retorna como Professor X, repetindo a autoridade calma que marcou suas participações em X-Men (2000) e na trilogia original. Ian McKellen, por sua vez, volta ao manto de Magneto, personagem que ele ajudou a tornar símbolo de complexidade moral no gênero.

Kelsey Grammer (Fera), Alan Cumming (Noturno) e Rebecca Romijn (Mística) completam o núcleo veterano, cada um com estilo próprio: Grammer aposta em verborragia erudita, Cumming entrega acrobacias e Romijn alterna frieza e vulnerabilidade sob camadas de maquiagem. James Marsden (Ciclope) e Channing Tatum (Gambit) adicionam contrastes geracionais, já que ambos interpretam heróis cuja dinâmica varia entre liderança tímida e charme irreverente.

Chris Claremont indica a volta de Jean Grey

Durante um evento recente, Chris Claremont afirmou que Famke Janssen deverá reprisar Jean Grey em Avengers: Doomsday. A informação não consta em comunicados oficiais, mas o histórico do escritor pesa. Foi ele quem antecipou, meses antes da confirmação, o retorno de Chris Evans como Steve Rogers em outro projeto da Marvel Studios.

Jean Grey nunca teve arco conclusivo unânime nas telas. Caso Janssen realmente participe, a produção ganhará chance de explorar facetas da personagem ignoradas em X-Men: O Confronto Final (2006), principalmente a luta interna entre o altruísmo de Jean e o poder descontrolado da Fênix. O timing encaixa com a proposta dos Russo de homenagear narrativas clássicas enquanto avançam o drama multiversal.

Direção e roteiro miram celebração histórica

Anthony e Joe Russo já mostraram em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Ultimato (2019) que dominam o equilíbrio entre espetáculo e nuances de personagens. Em Avengers: Doomsday, a dupla conta novamente com Stephen McFeely e Michael Waldron nos textos, além de material de arquivo de Jack Kirby e Stan Lee. A meta é interligar diferentes linhas do tempo sem perder a emoção de cada reencontro.

Do ponto de vista de performance, o desafio é oferecer espaço dramático a ícones que carregam bagagens distintas. Stewart e McKellen provaram química incontestável no passado; Grammer e Hoult (caso Nicolas Hoult apareça) representariam duas fases do Fera; e Marsden poderia finalmente dialogar com Jean Grey em circunstâncias menos trágicas. Esse mosaico exige direção capaz de orquestrar tempos de cena enxutos, indicando que os Russo devem apostar em diálogos enérgicos e entradas pontuais dos veteranos.

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Imagem: Kai Young

Potencial para participações secretas

Se o estúdio escondeu Jean Grey, nada impede que outros mutantes retornem de forma sigilosa. Entre os nomes cotados nos bastidores estão Halle Berry (Tempestade), Anna Paquin (Vampira) e Shawn Ashmore (Homem de Gelo). Todos encerraram suas jornadas sem resolução definitiva, elemento que Avengers: Doomsday pode usar para oferecer epílogos curtos porém significativos.

Um formato provável é a aparição relâmpago em batalhas multiversais, replicando o que Ultimato fez com personagens como a Anciã e Jarvis. Nesse cenário, o foco recai sobre expressões marcantes — o olhar firme de Berry, a postura cínica de Paquin — sem exigir desenvolvimento extenso. Mesmo participações breves podem avaliar a recepção do público antes de qualquer integração futura ao Universo Cinematográfico da Marvel.

Para o grand finale, especula-se uma colisão de realidades que ameace todo o ecossistema mutante. Caso isso se confirme, Avengers: Doomsday funcionará como despedida solene para alguns atores, homenageando duas décadas de adaptações. A lógica lembra quadrinhos como Dinastia M, nos quais personagens revisitam passados alternativos antes do colapso.

No meio desse turbilhão, o título reserva espaço para heróis já consolidados no MCU. Chris Hemsworth volta como Thor, enquanto o Quarteto Fantástico — Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach — estreia oficialmente na saga dos Vingadores. A combinação coloca pesos dramáticos diferentes na balança: veteranos procuram encerramento; novatos, afirmação.

Vale a pena ficar de olho em Avengers: Doomsday?

Para quem acompanha o retorno dos X-Men em Avengers: Doomsday, a resposta tende ao sim. O elenco confirmado é robusto, os roteiristas têm histórico de entrelaçar linhas narrativas e a produção dá sinais de valorizar atuações que marcaram gerações. A equipe de 365 Filmes seguirá atenta a cada anúncio, especialmente se mais mutantes se juntarem ao registro já extenso de participações.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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