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Oscar 2026: por que premiar Ariana Grande como coadjuvante em Wicked: For Good pode ser um erro

Por Matheus Amorim4 Minutos de leitura

Wicked: For Good, continuação do sucesso de 2024, ainda nem chegou aos cinemas e já domina as conversas sobre a temporada de premiações de 2026. A produção, dirigida por Jon M. Chu, mantém Ariana Grande e Cynthia Erivo nos papéis de Glinda e Elphaba, respectivamente, e já tem lugar cativo nas apostas do Oscar.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que entregar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante a Grande seria um equívoco duplo: Glinda seria protagonista desta vez e, na prática, o troféu compensaria uma derrota anterior, não o desempenho atual.

Glinda ganha o centro do palco em Wicked: For Good

No primeiro Wicked, Glinda aparecia como peça de apoio à jornada de Elphaba. Agora, segundo críticos que assistiram a sessões-teste, a narrativa se concentra na bruxa boa: flashbacks de infância, arco de crescimento pessoal e conflitos emocionais giram em torno da personagem de Ariana Grande.

Esse reposicionamento faz muitos analistas defenderem que a cantora deveria concorrer na categoria principal. A Universal, porém, manteve a estratégia de campanha que deu certo em 2025, quando Grande quase levou o Oscar de coadjuvante, e não demonstra intenção de alterá-la nesta reta final.

Impacto nas demais candidatas

Com Jessie Buckley despontando como favorita a Melhor Atriz por Hamnet, a mudança de categoria poderia aquecer ainda mais a disputa principal e abrir espaço para outras coadjuvantes, como Teyana Taylor e Regina Hall, de One Battle After Another, ou Elle Fanning, de Sentimental Value.

Reconhecimento viria pelo filme errado

Outro ponto levantado pelos especialistas é que a performance cômica de Grande no primeiro longa conquistou público e crítica. Foi ali que ela surpreendeu pela timing cômico, algo que, até então, aparecia apenas em participações no Saturday Night Live.

Já em Wicked: For Good, o tom muda: Glinda encara dilemas mais sombrios, e o destaque do humor diminui. Para analistas de premiação, premiá-la agora soaria como compensação pela vitória que não veio em 2025, especialmente porque a recepção inicial do novo filme é positiva, porém inferior à do antecessor.

Paralelo com outros casos no Oscar

Não seria a primeira vez que votantes do Oscar valorizam um trabalho anterior por meio de um filme posterior. Em 2025, Zoe Saldaña levou Melhor Coadjuvante por Emilia Pérez, leitura vista como reconhecimento tardio pela carreira em blockbusters. A preocupação de parte da imprensa é que a história se repita com Grande, obscurecendo performances genuinamente coadjuvantes de 2025-2026.

Panorama da corrida ao Oscar 2026

Wicked: For Good estreia em 21 de novembro de 2025 com 137 minutos, buscando igualar ou superar as dez indicações obtidas pelo primeiro capítulo. No entanto, a temporada mostra-se mais competitiva, com One Battle After Another, Hamnet e Sinners surgindo como favoritos ao topo.

Oscar 2026: por que premiar Ariana Grande como coadjuvante em Wicked: For Good pode ser um erro - Imagem do artigo original

Imagem: Imagem: Divulgação

A academia, tradicionalmente reticente a premiar “parte um” de franquias, agora encara um “parte dois” mais maduro. Caso o longa repita o desempenho técnico — foram duas estatuetas de Figurino e Design de Produção — a disputa pode se concentrar nas categorias de atuação. Nesse cenário, a classificação de Grande como coadjuvante permanece o ponto mais contestado.

Calendário de votação

Os indicados ao Oscar 2026 serão anunciados em janeiro. Campanhas de última hora costumam ter pouco efeito, o que reforça a ideia de que a estratégia de marketing da Universal ficará como está. Consultores de premiação indicam que qualquer tentativa de realocar Grande para Melhor Atriz a esta altura encontraria resistência do próprio estúdio e dos votantes, que já receberam material promocional segmentado.

Repercussão entre fãs e mercado

Nas redes sociais, a discussão sobre categoria não diminuiu o hype. Grupos de fãs defendem que qualquer reconhecimento é válido, enquanto cinéfilos mais engajados pedem que a Academia reavalie os critérios que definem papeis principais e de apoio.

Para o mercado, a simples presença de Ariana Grande na corrida ao Oscar já gera expectativa de bilheteria robusta. O site 365 Filmes lembra que o primeiro Wicked arrecadou alto no final de 2024 e impulsionou as vendas de trilha sonora digital — fenômeno que pode se repetir, independentemente do resultado da premiação.

O que vem depois para Ariana Grande

A atriz volta à comédia em Focker In-Law, sequência da série Meet the Parents ainda sem data de estreia. O projeto deve explorar novamente seu timing cômico, considerado pelos especialistas o ponto alto de sua Glinda original. Dessa forma, Grande pode correr por fora em futuras temporadas de prêmios, desta vez numa produção explicitamente voltada ao humor.

Resumo do momento

Em resumo, a discussão sobre onde Ariana Grande deve concorrer no Oscar 2026 expõe duas questões: a definição de protagonismo e o hábito de compensar derrotas passadas em categorias diferentes. Resta saber se a Academia ouvirá as vozes que pedem ajustes ou manterá o curso já traçado pela campanha do estúdio.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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