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Diretor de Happy Gilmore 2 indica novo projeto secreto de Adam Sandler

Por Matheus Amorim5 Minutos de leitura

Adam Sandler parece jamais descansar. Depois de voltar ao personagem que o consagrou em Happy Gilmore 2, o ator está novamente no centro dos holofotes por causa de um projeto ainda não revelado. A informação partiu do próprio Kyle Newacheck, diretor do longa, durante passagem pelo tapete vermelho do Directors Guild Awards.

Embora os detalhes permaneçam escondidos, o cineasta reforçou que a dupla já discute ideias e pretende levar adiante outra comédia. Nos bastidores, a curiosidade ganhou fôlego, não só pela popularidade do “Sandman”, mas também pela química comprovada entre ele e Newacheck em sucessos recentes da Netflix.

Parceria forjada em Happy Gilmore 2 e Murder Mystery

Quando Happy Gilmore 2 estreou, o público vibrou com a volta de Sandler ao universo do jogador de golfe temperamental de 1996. Kyle Newacheck manteve o ritmo frenético do original, mas deu fôlego novo ao humor físico do protagonista, apostando em sequências mais enxutas e diálogos cheios de autoironia. O resultado: um ritmo fluido que transformou a nostalgia em algo contemporâneo.

Em Murder Mystery, Newacheck já havia mostrado que entendia o timing de Sandler. O diretor equilibrou os trejeitos preguiçosos do ator – marca registrada desde Billy Madison – com a presença cômica de Jennifer Aniston. A dupla funcionou porque a câmera de Newacheck permitiu que Sandler improvisasse, mas sempre dentro de uma narrativa que avançava sem tropeçar nos próprios ganchos de piada.

Atuações de Sandler: do humor escrachado ao tom mais contido

O “projeto secreto de Adam Sandler” naturalmente desperta expectativa sobre qual faceta do ator virá à tona. Em Happy Gilmore 2, Sandler abraçou novamente o exagero, mantendo caretas, gestos largos e aquela voz levemente anasalada que virou sua assinatura. A crítica elogiou a energia contagiante, embora alguns apontassem o risco de caricatura – risco que ele contorna apoiado na autoparódia consciente.

Já em Jay Kelly, drama leve lançado em 2024 ao lado de George Clooney, Sandler surpreendeu com entonação mais sóbria. A recepção de 75% no Rotten Tomatoes reforça que ele domina nuances fora do escracho. Portanto, caso o novo filme caminhe por essa linha, o público pode ver um híbrido: humor físico moderado pelo tempero dramático, fórmula que funcionou em Afinado no Amor e Uncut Gems.

Direção e roteiro: o que esperar de Kyle Newacheck

Newacheck começou na TV com a série Workaholics, conhecida por piadas visuais e constante quebra da quarta parede. Nos longas, ele aperfeiçoou a capacidade de manter sequências curtas, evitando que gags se estendam além do necessário. Esse estilo combina com Sandler, que gosta de dialogar, interromper e inserir tiradas inesperadas.

O diretor também costuma trabalhar com roteiros flexíveis. Em entrevistas, revelou que prefere “cenas-pivot”, pontos onde a história precisa chegar, mas deixa espaço para o elenco construir o caminho. Isso garante à equipe de atores liberdade para improvisos, prática que Sandler domina desde os tempos de Saturday Night Live. Se o roteiro do projeto secreto seguir esse método, a fluidez deve ser marcada pela espontaneidade, tal qual vista em Murder Mystery.

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Imagem: Imagem: Divulgação

Impacto na carreira e possíveis influências

Quando Newacheck falou em “algo cozinhando”, fãs imediatamente lembraram que Sandler já tem Roommates e uma colaboração com os irmãos Safdie em pré-produção. Contudo, o cineasta fez questão de diferenciar seu filme. A aposta dos bastidores é que a história volte a explorar o universo esportivo, aproveitando o sucesso de Happy Gilmore e da futura obra sobre memorabilia esportiva dos Safdie.

Pode soar improvável, mas Sandler não seria o primeiro a capitalizar temas em sequência. Richard Linklater, por exemplo, vive reinvenções – foi assunto, inclusive, em Nouvelle Vague, produção que reconstitui os bastidores de Breathless. Sandler e Newacheck podem mirar algo semelhante: revisitar gêneros e arquétipos, mas com inversões cômicas.

Outro ponto: a Netflix mantém relação estreita com Sandler. Se o projeto for conduzido dentro da plataforma, o alcance global tende a repetir o êxito de Murder Mystery, que figurou entre os títulos mais vistos do serviço. A estratégia ainda beneficia a exposição de Newacheck, que terá carta branca para reforçar sua identidade visual – cortes rápidos, trilha pontuada por batidas pop e transições capazes de empurrar a trama adiante.

Vale a pena ficar de olho?

Mesmo sem título ou sinopse oficial, o histórico joga a favor. Sandler reúne versatilidade: vai do nonsense ao drama em questão de cenas, como demonstrou em Click e Uncut Gems. Newacheck, por sua vez, aprendeu a potencializar esses extremos, entregando experiências que raramente parecem burocráticas.

Para quem aprecia a mistura de comédia física com pitadas meta-referenciais, a promessa é atraente. O diretor costuma inserir comentários sobre cultura pop e, não raro, brinca com as convenções do próprio gênero. O ator, por sua vez, tem demonstrado disposição para rir de si mesmo e dos personagens que o consagraram.

Em um mercado lotado de franquias previsíveis, a dupla surge como alternativa fresca. Até lá, vale revisitar Happy Gilmore 2, Murder Mystery e até clássicos de humor pastelão para acompanhar a evolução de Sandler. Enquanto a produção não chega, o leitor de 365 Filmes pode aproveitar maratonas variadas – que tal alternar com uma lista de filmes de vampiro que definiram o cinema? Expectativa alimentada, só resta aguardar os próximos passos do projeto secreto de Adam Sandler.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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