Nos bastidores de Hollywood, a notícia de que a Paramount teria criado uma blacklist de atores sacudiu a indústria. Fontes ouvidas pela revista Variety apontam que, sob a nova gestão de David Ellison, determinados nomes passaram a ser vetados por posições consideradas antissemitas, xenófobas ou homofóbicas.
A informação surge em meio a uma fase de mudanças profundas no conglomerado, que inclui demissões em massa, negociações de fusão com a Warner Bros. Discovery e a saída de criadores de peso. A movimentação desperta curiosidade do público que acompanha o mercado de séries, filmes, novelas e doramas — leitores fiéis do 365 Filmes inclusive.
Paramount blacklist de atores: o que se sabe até agora
De acordo com o levantamento da Variety, o estúdio elaborou uma lista de profissionais com os quais não pretende mais colaborar. A decisão estaria diretamente ligada à postura política de alguns artistas, classificada internamente como “excessivamente antissemita”, “xenófoba” ou “homofóbica”.
Até o momento, a Paramount não divulgou oficialmente quem faz parte da blacklist de atores, nem quantos nomes constam no documento. A própria revista ressalta que a informação veio de fontes próximas à direção e ainda carece de confirmação pública por parte do grupo de mídia.
Origem da tensão envolvendo Israel
Um ponto-chave para entender a medida passa pelo posicionamento recente do estúdio em relação ao conflito Israel–Palestina. Em setembro, a Paramount foi o primeiro grande player de Hollywood a se manifestar contra uma carta aberta que defendia boicote a instituições cinematográficas israelenses acusadas de apoiar genocídio e apartheid contra o povo palestino.
Entre os signatários da carta estavam nomes como Emma Stone, Javier Bardem, Mark Ruffalo, Joaquin Phoenix, Ayo Edebiri, Ebon Moss-Bachrach, Tilda Swinton, Emma D’Arcy e Elliot Page. Não há confirmação de que esses artistas integrem a lista negra, mas o episódio evidenciou a fricção entre parte do elenco e o estúdio.
Influência da família Ellison no posicionamento do estúdio
Analistas apontam que a postura enfática da Paramount em defesa de Israel pode estar ligada à influência de Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai de David Ellison. Larry mantém amizade próxima com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e é conhecido por doar para a organização Friends of the IDF (Forças de Defesa de Israel).
Além disso, Larry Ellison mantém relação de proximidade com o ex-presidente Donald Trump. Foi durante a administração Trump que o governo americano aprovou a fusão entre Paramount e Skydance, ampliando o controle de David Ellison sobre o estúdio.
Consequências políticas internas
Com a mudança de comando, fontes descrevem um clima corporativo mais alinhado a pautas conservadoras. A criação da Paramount blacklist de atores reforçaria esse movimento ao afastar artistas vistos como desalinhados com a atual filosofia do grupo.
Para a Paramount, a decisão pode evitar conflitos de imagem. Por outro lado, o estúdio corre o risco de perder talentos e projetos de alto perfil, afetando principalmente o segmento de streaming, onde a concorrência é acirrada.
Imagem: Imagem: Divulgação
Impacto em séries e contratos já firmados
Num cenário competitivo, qualquer ruído em torno da escalação de elenco causa repercussão imediata. O caso mais notório envolve o roteirista e produtor Taylor Sheridan, criador de Yellowstone, 1923, Tulsa King, Mayor of Kingstown e Lioness. Embora o acordo do showrunner com a Paramount siga vigente até 2028, Sheridan surpreendeu ao fechar um contrato futuro com a NBCUniversal.
Fontes ouvidas após o anúncio revelaram que a relação de Sheridan com a nova liderança já enfrentava desgaste antes mesmo da fusão com a Skydance. A notícia reforçou especulações de que a política interna poderia ter influenciado a decisão do produtor em migrar para a concorrente.
Vitórias recentes amenizam a turbulência
Apesar dos contratempos, a Paramount conquistou alguns triunfos estratégicos. Os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores de Stranger Things, trocaram a Netflix pelo estúdio de David Ellison, garantindo futuros projetos de peso para o catálogo do Paramount+.
Essas conquistas ajudam a compensar incertezas trazidas pela Paramount blacklist de atores e pela iminente saída de talentos consagrados. A diretoria aposta em novos conteúdos para manter o interesse de assinantes e parceiros de distribuição.
Negociações de fusão e cortes de pessoal agravam o clima
Enquanto tenta alinhar sua base de talentos, o estúdio também lida com conversas avançadas sobre uma potencial fusão com a Warner Bros. Discovery. Caso o acordo avance, a estrutura corporativa será novamente reconfigurada, multiplicando o impacto para equipes criativas e executivos.
Em paralelo, a Paramount realizou demissões em massa após a fusão com a Skydance. A onda de cortes atingiu diferentes departamentos, reforçando a necessidade de ajustes de orçamento e sinalizando mais mudanças no médio prazo.
O que esperar da Paramount blacklist de atores
Até que a Paramount se pronuncie oficialmente, o mercado segue em compasso de espera para saber quem efetivamente entrou na lista negra. A confirmação ou não da inclusão de figuras populares, como Emma Stone ou Joaquín Phoenix, pode afetar negociações de futuros longas e séries.
Para o público que acompanha novelas, doramas e produções hollywoodianas, resta observar como a Paramount blacklist de atores influenciará o line-up do Paramount+ e os lançamentos de cinema nos próximos anos.
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