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    Documentário “Melania” ganha 300 salas extras após estreia de US$ 7 milhões nos EUA

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimfevereiro 7, 2026Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    O interesse do público norte-americano em conhecer os bastidores de Melania Trump surpreendeu a própria Amazon MGM Studios. Depois de um primeiro fim de semana com receita de US$ 7 milhões, o documentário “Melania” será ampliado para mais de 2.000 salas já nesta sexta-feira.

    O movimento busca aproveitar o boca a boca favorável entre espectadores — mesmo diante das críticas mordazes da imprensa especializada. A seguir, destrinchamos os motivos do desempenho expressivo, a condução de Brett Ratner e como a presença de Melania e Donald Trump impacta a recepção.

    Bilheteria robusta para um gênero historicamente modesto

    Dados do último relatório da Amazon apontam que “Melania” entrou em cartaz em 1.778 telas no dia 30 de janeiro de 2026 e somou US$ 7 milhões em apenas três dias. Para efeito de comparação, trata-se do melhor lançamento documental desde “One Direction: This Is Us”, que arrecadou US$ 15,8 milhões em 2013. A ascensão do título supera largadas recentes de produções políticas e coloca o longa na rota de recordistas como “Marcha dos Pinguins” (US$ 77 milhões) e “2016: Obama’s America” (US$ 33 milhões).

    Embora o caminho até cifras tão altas seja longo, a decisão de adicionar cerca de 300 novas salas demonstra confiança da distribuidora. Existe, ainda, um fator econômico: segundo fontes de mercado, a Amazon desembolsou perto de US$ 40 milhões pela aquisição e cerca de US$ 35 milhões em marketing. Ou seja, quanto maior a presença nas redes exibidoras, mais chances de amortizar o investimento.

    Direção de Brett Ratner aposta em glamour e acesso privilegiado

    Conhecido pela franquia “A Hora do Rush”, Brett Ratner abandona o ritmo acelerado da ação para apostar em enquadramentos refinados e tons pastéis que evocam revistas de lifestyle. A câmera raramente se distancia da ex-primeira-dama; closes constantes ressaltam expressão contida, criando uma aura de mistério que o diretor parece desejar preservar — ou potencializar.

    O roteiro, assinado pelo próprio Ratner ao lado de consultores políticos sem crédito oficial, cobre apenas 20 dias que antecedem a posse presidencial de 2025. Nesse recorte, a narrativa gira em torno de preparativos, compromissos oficiais e bastidores de situações domésticas. A escolha agrada a curiosidade popular, mas também limita o escopo documental, efeito apontado por críticos como superficialidade.

    Melania e Donald Trump: desempenho diante das câmeras

    Sem personagens fictícios, o documentário repousa sobre a presença do casal Trump. Melania, produtora executiva da obra, surge controlando minuciosamente cada aparição. Seu tom de voz permanece baixo, com frases curtas e pausadas; quando a emoção transparece, é sempre em momentos de intimidade seletivamente autorizada. Para quem busca espontaneidade, a rigidez pode soar calculada, mas há quem veja nisso um retrato fiel do estilo reservado da ex-primeira-dama.

    Donald Trump funciona como coadjuvante de luxo. Ele surge em reuniões estratégicas e rápidas trocas de afeto, quase sempre reforçando a narrativa de união familiar. Do ponto de vista performático, o ex-presidente mantém a conhecida autoconfiança, oferecendo contraponto ao silêncio de Melania. Essa dinâmica entre contenção e expansividade gera curiosos altos e baixos dramáticos que sustentam os 104 minutos de duração.

    Documentário “Melania” ganha 300 salas extras após estreia de US$ 7 milhões nos EUA - Imagem do artigo

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Recepção crítica: 8% no Rotten Tomatoes, 99% de aprovação popular

    A disparidade entre imprensa e plateia é o ponto mais ruidoso. No agregador Rotten Tomatoes, “Melania” amarga 8% de aprovação entre críticos, que classificam a obra como “pomposa”, “auto-indulgente” e “isenta de real insight”. Já a audiência ostenta 99% no Popcornmeter, índice verificado por comprovante de ingresso. A plataforma alega não haver manipulação de bots, apesar de suspeitas na comunidade cinéfila.

    Em parte, essa reação pode se explicar pela identificação de uma base política que compareceu em peso às sessões de estreia. Ainda assim, é impossível ignorar o apelo da curiosidade: trata-se de acesso inédito ao cotidiano de uma figura pública discretíssima. O quadro lembra a onda de interesse gerada por produções como “Justin Bieber: Never Say Never”, quando fãs lotaram salas independentemente das resenhas.

    Vale a pena assistir ao documentário Melania?

    Para quem busca pura análise jornalística, “Melania” pode desapontar: há poucas entrevistas independentes e nenhuma voz dissonante no corte final. Em compensação, quem deseja ver a ex-primeira-dama longe de teleprompters encontrará momentos raros, como ensaios para o discurso de posse e escolhas de figurino.

    Do ponto de vista cinematográfico, a fotografia caprichada e a trilha orquestrada dão tonalidade quase épica ao cotidiano, recurso típico de Ratner. Os interessados em narrativas políticas podem não encontrar profundidade, mas terão oportunidade de observar o jogo de imagem em movimento — tema igualmente explorado em títulos que fogem do lugar-comum, a exemplo dos dez filmes de vampiro nada tradicionais que transformam a figura do monstro por meio do olhar dos diretores.

    Em resumo, “Melania” entrega exatamente o que promete: um retrato bem-produzido, extremamente controlado e embalado para consumo rápido. O sucesso inicial reforça como o público se interessa por figuras políticas em linguagem de reality show, fenômeno que o site 365 Filmes seguirá acompanhando nas próximas semanas de exibição.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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