Dan Trachtenberg consolidou seu prestígio em Hollywood com Predator: Badlands, filme que não apenas revitalizou a saga iniciada em 1987, mas também abriu caminho para um novo contrato de longo prazo com a Paramount Pictures.
O estúdio anunciou um first-look de três anos com o cineasta, garantindo que seus próximos projetos passem primeiro pela avaliação da companhia que distribuiu 10 Cloverfield Lane, trabalho de estreia do diretor nos cinemas.
Acordo de três anos com a Paramount
Pelo compromisso, Trachtenberg dirigirá, produzirá e desenvolverá longas diretamente para a Paramount ao lado do parceiro de longa data Ben Rosenblatt. O entendimento inclui a possibilidade de o cineasta atuar em múltiplas frentes, repetindo a fórmula que aplicou em Badlands, onde acumulou funções de diretor, produtor e corroteirista.
Em comunicado, o realizador descreveu o pacto como “um sonho de infância”. Já os copresidentes Dana Goldberg e Josh Greenstein classificaram Trachtenberg como profissional “arrojado, criativo e ambicioso”, características vistas como ideais para reposicionar a Paramount entre os principais players da indústria.
Direção de Trachtenberg redefine a franquia Predator
Predator: Badlands estreou em 5 de novembro de 2025, alcançando US$ 184,5 milhões nas bilheterias globais e superando Alien vs. Predator (2004) como maior arrecadação da série. O resultado reforçou a capacidade de Trachtenberg de combinar tensão narrativa e escala de produção em um universo que já soma quase quarenta anos de história.
O diretor havia recebido elogios semelhantes com Prey (2022), produção indicada a dois Emmys que marcou sua entrada na franquia. Naquele título, ele mostrou domínio de ritmo e suspense; em Badlands, refinou o uso da câmera em planos mais abertos, explorando paisagens desérticas que ampliam a sensação de isolamento dos personagens e potencializam a ameaça do predador.
Roteiristas e elenco: como o talento impulsionou Badlands
O roteiro reuniu Trachtenberg, Patrick Aison e os irmãos John e Jim Thomas, criadores do enredo original de 1987. A parceria conseguiu equilibrar cenas de ação modernas com referências nostálgicas, agradando a veteranos da franquia e a novos espectadores.
Imagem: Imagem: Divulgação
No elenco, Elle Fanning lidera como Thia, sobrevivente que transita entre vulnerabilidade e força ao encarar a criatura. A atriz recebeu destaque da crítica pela atuação contida, mas capaz de carregar o peso dramático da trama. Dimitrius Schuster-Koloamatangi, como Dek, acrescenta camadas emocionais ao papel de pai, conferindo humanidade às sequências de maior impacto.
A química entre os protagonistas refletiu-se em avaliações positivas de público e imprensa, contribuindo para a nota 8,9/10 nos agregadores especializados. Esse reconhecimento sustenta o movimento recente de Hollywood de apostar em jovens talentos, estratégia também observada em produções como The Batman 2, que já conta com um Coringa estabelecido em seu universo sem recorrer a origens repetidas.
Impacto financeiro e expectativa para o streaming
O desempenho recorde de Badlands fortaleceu a franquia Predator e contou pontos a favor do novo pacto com a Paramount. A projeção de executivos do estúdio é de que a marca, agora revigorada, sustente outras produções derivadas sob a liderança de Trachtenberg.
Enquanto isso, o longa tem estreia confirmada no streaming para 12 de fevereiro de 2026, mantendo a estratégia de janela híbrida: primeiro nas salas, depois nas plataformas. A iniciativa segue a tendência vista em lançamentos de gênero, como o recente retorno da franquia O Exorcista conduzido por Mike Flanagan, projeto que também cruza cinema e serviços digitais para ampliar a audiência.
Vale a pena assistir Predator: Badlands?
Com direção precisa, roteiro que respeita a mitologia e atuações que elevam o material base, Predator: Badlands entrega um filme de ação e ficção científica que empolga veteranos e iniciantes. A combinação de suspense, fotografia ampla e personagens bem delineados sustenta a narrativa durante seus 107 minutos. Quem acompanha as novidades do 365 Filmes encontra no título um exemplo de como revitalizar uma saga clássica sem perder a essência que a tornou icônica.
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