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3 séries de heróis que seguem a linha “sem filtro” de ‘The Boys’

A série do Prime Video, que teve seu desfecho nessa quarta-feira (20), deixou um "gostinho de quero mais" nos fãs.

Por Goodanderson Gomes5 Minutos de leitura
Imagem: Reprodução

Se você achava que o gênero de super-heróis se resumia a escudos brilhantes, discursos sobre a justiça e vilões que sempre perdem no final, ‘The Boys’ chegou para chutar o balde. 

A produção do Prime Video provou que heróis podem ser incrivelmente corrompidos, sádicos e controlados por megacorporações, tudo isso regado a muito sangue, tripas e um humor ácido que não perdoa ninguém.

Mas o que fazer quando os episódios acabam e a abstinência pelo cinismo do Capitão Pátria bate forte? Felizmente, o mercado de streaming entendeu o recado: o público quer ver o lado B do heroísmo. 

Se você está órfão de conspirações corporativas, violência gráfica e personagens completamente desajustados, prepare a pipoca. Separamos 3 séries de heróis que seguem a linha “sem filtro” de ‘The Boys’ para você maratonar agora mesmo.

1. Invencível (Prime Video)

Imagine que o herói mais poderoso da Terra, uma cópia descarada do Superman, não passa de um colonizador intergaláctico com complexo de divindade. Essa é a premissa de ‘Invencível’. 

A história acompanha Mark Grayson, um jovem de 17 anos que acaba de herdar os poderes de seu pai, o Omni-Man. A partir daí, a série constrói um paralelo perfeito com ‘The Boys’: se o Capitão Pátria é o puro suco do terror psicológico corporativo, o Omni-Man é a personificação do poder absoluto sem nenhuma amarra moral. 

A frieza com que ele enxerga a humanidade, como seres descartáveis e inferiores, vai te causar os mesmos arrepios na espinha que as crises de psicopatia do líder dos Sete.

Não se engane pelo traço

Olhando de longe, o estilo de animação de ‘Invencível’ pode lembrar os desenhos clássicos de super-heróis das manhãs de sábado. Mas não se engane: o primeiro episódio termina com uma das maiores carnificinas da história da televisão.

A série não economiza no sangue, nos ossos quebrados e nas consequências reais de um soco desferido por um ser superpoderoso. O peso emocional e a violência gráfica aqui andam de mãos dadas, rivalizando diretamente com os momentos mais chocantes de ‘The Boys’. É o tipo de produção que te faz tapar os olhos, mas sem conseguir parar de assistir.

2. Pacificador (Max)

Se Billy Bruto (Butcher) e o Pacificador entrassem em uma sala, eles provavelmente se odiariam, ou se tornariam melhores amigos. 

Vivido magistralmente por John Cena, o Pacificador é um anti-herói com uma filosofia de vida completamente distorcida: ele busca a paz mundial a qualquer custo, nem que para isso precise explodir, esquartejar e assassinar homens, mulheres e crianças no caminho.

Após os eventos do filme ‘O Esquadrão Suicida’, a série mergulha na mente desse homem que foi criado por um pai supremacista e abusivo para se tornar a arma perfeita. 

O resultado é um protagonista completamente quebrado, que tenta mascarar seus traumas com uma pose de machão e uma obsessão bizarra por patriotismo.

A mesma pegada escrachada

Sob o comando de James Gunn, ‘Pacificador’ entrega exatamente o mesmo tipo de entretenimento caótico de ‘The Boys’. O humor é ácido, politicamente incorreto e refinado na mesma medida.

Se você se diverte com as bizarrices dos laboratórios da Vought ou com os planos furados do Leitinho, Hughie e sua turma, vai se sentir em casa com a equipe disfuncional que acompanha o protagonista. 

Tudo isso embalado por uma trilha sonora espetacular de hard rock dos anos 80, cenas de ação ultra-violentas e piadas escatológicas que vão fazer você questionar o próprio senso de humor.

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3. Watchmen (Max)

Antes de ‘The Boys’ pensar em satirizar os heróis, Alan Moore já tinha quebrado todas as regras nos anos 80 com a HQ ‘Watchmen’. Esta minissérie da HBO, criada por Damon Lindelof, não tenta refazer o filme de 2009, mas funciona como uma continuação direta e genial desse universo onde pessoas fantasiadas mudaram o rumo da história.

Aqui, os vigilantes mascarados foram banidos pela lei após décadas de abuso de poder e instabilidade mental. A série se passa em uma realidade alternativa onde a polícia precisa usar máscaras amarelas para proteger suas identidades contra um grupo supremacista que idolatra o diário de Rorschach.

Máscaras, traumas e conspirações

Enquanto ‘The Boys’ direciona suas armas para a sátira corporativa e a cultura das redes sociais, ‘Watchmen’ mergulha fundo no peso psicológico, no extremismo político e no racismo estrutural.

É uma abordagem muito mais madura e cerebral sobre o “sem filtro”. Em vez de focar apenas no sangue pelo sangue, a série questiona: que tipo de trauma faz alguém colocar uma máscara para bater em criminosos? Como a sociedade reage ao autoritarismo fantasiado de justiça? 

Se você procura uma produção com a mesma densidade conspiratória e o cinismo político de ‘The Boys’, mas com aquela grife de qualidade impecável da HBO, ‘Watchmen’ é uma obra-prima obrigatória.

Goodanderson Gomes

Graduado em História e formado em Recursos Humanos, sou um apaixonado pela escrita para a internet. Com quase uma década de experiência, acumulo milhares de artigos publicados em dezenas de portais.

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